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O que eu gostava que compreendesse é que, sempre que há vítimas, a questão do gosto ou da liberdade pessoal deixa de se colocar. Quando dizemos às crianças que não podem maltratar animais e a seguir as levamos a uma praça de touros, estamos a ensinar-lhes a esquizofrenia moral. Estamos a dizer-lhes que se for um hábito popular, se for realizado numa praça redonda, se as bandarilhas tiverem arpões com 6cm e forem enfeitadas com papel de seda, então podemos aplaudir livremente o martírio de um animal. E como nos distanciamos da velha tradição de lapidar mulheres adúlteras, contra a qual assinamos regularmente petições?