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3ª e última parte

"É falaciosa a tese de que as tradições caem por si. São as próprias comunidades humanas que alteram a tradição e que, de algum modo, têm de operar rupturas e substituir costumes por outros costumes.

O nosso papel (…) é ajudar a alterar tradições negativas. Como? Com o debate de valores, sem ofender os destinatários e sujeitos da transição dos costumes. (…) Não será nunca pela via repressiva, através da GNR ou dos tribunais, via que, aliás, já provou ser absolutamente inútil na alteração de comportamentos, funcionando, porém, como a mais poderosa invocação da auto-estima da população e na aculturação de um direito de resistência que só poderá atrasar a evolução dos costumes.”