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Acusas-me de não conhecer a praxe. Suponho que será porque nunca fui à praxe. Mas eu vivi com a praxe durante os cinco anos da minha licenciatura. Vi amigos a fugir à praxe, vi gente a ser humilhada, vi muita coisa que preferia não ter visto. Senti na pele as consequências da cultura de medo que se criou na Universidade, quando imensa gente se recusava a falar comigo por ser anti-praxe. Estive em várias manifestações de estudantes, enquanto colegas abdicavam de defender os seus direitos por estarem em praxes. Por tudo isto, a praxe fez parte da minha vida e sei muito bem do que falo.
Este tipo de ataques pessoais são muito comuns, já me habituei há muito a isto. É típico de quem não tem argumentos para defender a sua posição. Aliás, eu sempre defendi que a praxe se impõe pela força, não pela argumentação. Ou, nas palavras dos praxistas, "a praxe não se discute, sente-se". Acrescente-se: se a praxe fosse discutida, desapareceria.