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Biblioteca

O seu aspecto infundia terror às crianças e repulsão aos adultos; não tanto pela sua altura e extraordinária magreza, mas porque a desgraçada tinha um defeito horrível: haviam-lhe extraído o olho esquerdo; a pálpebra descera mirrada, deixando, contudo, junto ao lacrimal, uma fístula continuamente porejante. 

Agitou-se no banco, envolveu-se melhor no dominó, que a noite ia-se pondo fria, e resolveu esperar com resignação. Passou, porém, uma hora, duas, e ela sem aparecer... A inquietação mordeu-lhe novamente a alma... Porque não viria? Onde estaria àquelas horas da noite?...

Levantei-me rapidamente da borda da cama, e, no mesmo instante, o capitão pôs-se também em pé, dando um grito de surpresa. Tinha-me voltado para apanhar a lanterna e examiná-la, quando lhe ouvi a exclamação e em seguida gritar por socorro.

– Pelo sangue de Cristo, sim, mimosa – responde o carmelita, atirando a sra. Rodin ao leito – sim, alma pura, fiz de seu marido um padre, e, enquanto o farsante celebra um mistério divino, apressemo-nos a levar a cabo um profano...

– Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Responderam-lhe:

– Sempre queremos ver isso.

No cerne do alvoroço alarmado, os socorristas encontraram Joel num sono plácido, exalando como um corpo vivo há muito sem gel de banho exala. Há quanto tempo o vosso amigo está assim? Há um dia e meio, pelo menos... Conto inédito

Eu presenciei o espanta-diabo do princípio ao fim, graças a uma feliz sequência de circunstâncias, e quero descrever tudo para os verdadeiros conhecedores e para os amadores do sério e do elevado, de acordo com o gosto nacional.

Para aqueles que estudam a grande arte de viver na cama, devo de forma enfática incluir uma palavra de cautela: se ficar na cama até tarde, faça isso sem nenhuma justificativa.

Que horas podiam ser? Parecia que eu caminhava havia um tempo infinito, pois as minhas pernas amoleciam debaixo de mim, o meu peito arfava, e eu sofria terrivelmente de fome.

Uma modesta proposta para prevenir que, na Irlanda, as crianças dos pobres sejam um fardo para os pais ou para o país, e para as tornar benéficas para a República.

Pages

A “geringonça” já lá vai, parece cheirar a bloco central. É o pântano a instalar-se na política, o fim de um ciclo e o início de uma outra coisa.

Nos últimos dias têm sido divulgadas imagens que denunciam a sobrelotação dos transportes coletivos na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Comboios cheios, autocarros a abarrotar. O distrito de Setúbal não é exceção.

Mais alguns ossos de esqueletos a sair do armário.

Olhando para a tragédia que pode acontecer, será assim tanto pedir à comunidade internacional que, mesmo em tempos de pandemia, ponha os olhos na Palestina?

Ninguém se atreve a antecipar a dimensão da vaga de falências até ao final de 2020. Vai ser ela que irá determinar o nível de desemprego em 2020 e 2021.

telemóvel

 Uma app de eficácia duvidosa é muito útil para lavar a imagem de empresas suspeitas de nos controlarem, passando a controlar-nos um pouco mais. Artigo de Francisco Louçã.

À boleia da pandemia e do medo de contágio, multiplicam-se pretensas soluções tecnológicas que prometem segurança em troca dos nossos dados. Enquanto isso, as gigantes tecnológicas prometem transformar a Educação e a Saúde tal como as conhecemos, garantindo para si rendas bilionárias. Dossier organizado por Luís Branco.

Naomi Klein

A jornalista e autora Naomi Klein critica a aproximação do governador de Nova Iorque aos magnatas das tecnologias de informação, convidados para participarem na construção do futuro daquele estado num mundo pós-covid.

Estas medidas estão a ser apresentadas como “novas” na Europa, mas para muitos a vigilância não é novidade. As respostas governamentais ao vírus simplesmente trouxeram ao público em geral uma realidade reservada às pessoas racializadas e a outras comunidades marginalizadas durante décadas. Artigo de Sarah Chander.

O site lançado pela D3, associação de defesa dos direitos digitais, reúne informação sobre as apps de rastreio de contactos para que as pessoas possam formar a sua decisão de instalá-las (ou não) nos telemóveis. Ricardo Lafuente, um dos autores da iniciativa da D3, explicou-nos o que está em causa.