Zuraida Soares: “Seremos a voz daqueles que não têm voz”

17 de October 2016 - 0:07

Zuraida Soares afirmou este domingo que os deputados eleitos pelo Bloco continuarão a ser a voz daqueles que não têm voz tendo ainda afirmado que tudo fará para melhorar as condições de vida da região.

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“Esta foi uma campanha feita com dedicação e convição o que nos enche de orgulho”, afirmou Zuraida Soares - Foto de Paulete Matos
“Esta foi uma campanha feita com dedicação e convição o que nos enche de orgulho”, afirmou Zuraida Soares - Foto de Paulete Matos

No rescaldo da eleições legislativas regionais, a coordenadora do Bloco Açores começou por agradecer a todos aqueles que se empenharam na campanha do Bloco que levou a que, pela primeira na sua história, os bloquistas tivessem eleito um deputado pela Ilha de São Miguel.

“Esta foi uma campanha feita com dedicação e convição o que nos enche de orgulho”, afirmou.

Referindo-se à abstenção que qualificou como "galopante" afirmou que esta “é algo que envergonha um pouco a democracia e a nossa autonomia”, tendo acrescentado que “é obrigação de todos nós não dizer que é agora que vamos pensar no assunto porque temos de pensar nele dentro e fora dos partidos, na sociedade civil, porque alguma coisa de estranho se está a passar em termos de autonomia e democracia”.

De acordo com Zuraida Soares temos a “obrigação política de perceber esse fenómeno e de o combater”.

A deputada bloquista prosseguiu a sua intervenção referindo o orgulho que sente pelo facto de o Bloco ter eleito pela primeira vez um deputado pela ilha de São Miguel a sua “ilha do coração”.

Deu as boas-vindas a Paulo Mendes (o novo deputado) e garantiu que os dois serão "a voz dos que não têm voz porque serão a sua voz todos os dias, em todas as sua lutas".

A coordenadora do Bloco Açores sublinhou ainda que há compromissos imediatos com o povo açoriano tendo destacado, entre estes, a alteração da lei de gestão do espaço marítimo na Assembleia da República e a alteração do estatuto político-administrativo dos Açores para dar aos açorianos o poder de dizer não "quando estes se sentirem espoliados, roubados, explorados naquilo que são as suas riquezas e naquilo que lhes é capaz de trazer desenvolvimento".