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Zimbabué: confrontos entre apoiantes da oposição e exército

Partido no poder conseguiu grande vitória nas legislativas. Oposição, de Nelson Chamisa, questionou resultados. Apoiantes da oposição e exército envolveram-se em confrontos.
António Guterres, secretário-geral da ONU, manifestou-se preocupado com os incidentes e pediu aos envolvidos que “sejam contidos e rejeitem todas as formas de violência”.
António Guterres, secretário-geral da ONU, manifestou-se preocupado com os incidentes e pediu aos envolvidos que “sejam contidos e rejeitem todas as formas de violência”.

Esta terça-feira, partido no poder, a União Africana Nacional do Zimbabué-Frente Patriótica (ZANU-PF), venceu as eleições legislativas e conseguiu dois terços dos lugares no Parlamento. Foram as primeiras eleições no Zimbabué após o afastamento de Robert Mugabe, depois de 37 anos no poder, e o povo foi às urnas na segunda-feira.

No decorrer do processo, o líder da oposição (Movimento para a Mudança Democrática – MDC) denunciou irregularidades aquando da apresentação dos resultados. Posteriormente, os seus apoiantes entraram em confronto com o exército nas ruas da capital do país.

Cerca de cem pessoas afetas MDC concentraram-se em frente a um hotel em Harare onde foram anunciadas as atualizações dos resultados. Noutras zonas da cidade, onde a oposição tem maior apoio, grupos bloquearam ruas e queimaram pneus. Para dispersar as multidões, a polícia usou canhões de água e gás lacrimogéneo, tendo ainda havido intervenção do exército. Ainda que não tenha havido confirmação oficial, a imprensa internacional noticia tiroteios e a morte de um manifestante.

António Guterres, secretário-geral da ONU, manifestou-se preocupado com os incidentes e pediu aos envolvidos que “sejam contidos e rejeitem todas as formas de violência”.

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