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“Votem pelo planeta e pelo futuro"

No Entroncamento, Catarina Martins apelou ao voto no Bloco de Esquerda das “pessoas que votaram em PSD e CDS e se sentiram traídas” e da “geração cheia de força que colocou a emergência climática na agenda social".
Catarina Martins apelou aos jovens a que "votem pelo planeta e pelo futuro" – Foto de Paula Nunes
Catarina Martins apelou aos jovens a que "votem pelo planeta e pelo futuro" – Foto de Paula Nunes

Num jantar no Entroncamento realizado nesta segunda-feira, a coordenadora do Bloco de Esquerda apelou ao voto das pessoas que “estão desiludidas com a direita” e ao voto dos jovens.

"Queria fazer um apelo ao voto àquelas pessoas que se sentem desiludidas da política, aquelas e aqueles que confiaram que a direita tinha razão, que o único rumo do país era empobrecer. Aquelas pessoas que votaram em PSD e CDS e se sentiram traídas porque lhes cortaram as pensões, porque as insultaram, porque lhes cortaram salário, porque lhes cortaram futuro e que deixaram de votar", apelou a líder bloquista, segundo a Lusa.

"É tempo de darem a vossa confiança e o vosso voto a quem acabou com os cortes que a direita fez e provou que era possível ter um país melhor. Quem foi enganado pela direita está bem a tempo de mudar e usar o poder do seu voto para transformar o país", afirmou.

E, terminou dirigindo-se aos jovens:

"Aos que nunca votaram, aos que nas últimas eleições europeias não tinham idade para votar, aos que começam agora a votar, àquela geração cheia de força que colocou a emergência climática na agenda social", salientou e apelou: "coloquem agora a emergência climática na agenda política com o vosso voto, provem o que valem, mostrem que estão a falar a sério".

"Votem pelo salário dos vossos pais, votem pela pensão dos vossos avós, votem por quem ainda não pode votar, votem contra a emergência climática, votem pelo planeta e pelo futuro", pediu Catarina Martins.

A coordenadora do Bloco sublinhou também que os bloquistas são "internacionalistas e europeístas". "O que não aceitamos é uma União Europeia que diga que o nosso país tem de ser cada vez mais pobre e o que dizemos é que podemos ter a força para um novo projeto europeu", criticou.

Assim como "a Europa teve que se reconstruir depois das guerras e como Portugal teve que construir todas as suas infraestruturas depois do 25 de Abril", lembrou Catarina Martins, concluindo: "está agora no momento de toda a Europa se reconstruir para responder ao caos climático".

José Gusmão apela ao voto de “quem prefere ver o PS sem maioria absoluta”

No jantar no Entroncamento, intervieram outros oradores para além da coordenadora bloquista.

José Gusmão, segundo candidato bloquista às eleições europeias, que apontou que "para quem viu como Pedro Passos Coelho e a direita enganaram os portugueses e destruíram o país, a escolha nestas eleições é muito simples".

"Para quem gosta mais de ver o PS antes de Passos Coelho, com maioria absoluta ou apoiado pela direita, vote PS. Quem prefere ver o PS depois de Passos Coelho, sem maioria absoluta e condicionado fortemente à sua esquerda, então vote nessa esquerda", apelou.

Gusmão pediu o voto na esquerda "que fez a diferença e trouxe a mudança à política portuguesa" com o acordo parlamentar inédito entre Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PS.

"Durante os últimos anos, as políticas que mais fizeram por este país - o aumento do salário mínimo, o descongelamento das pensões, a tarifa social da energia, o fim das privatizações - resultaram todas de imposições dos partidos à esquerda do PS", sublinhou Gusmão, que criticou ironicamente o PS: "para o partido que diz que é o partido mais europeísta de Portugal, a Europa, a União Europeia, não têm nada a ver com as eleições europeias".

O candidato bloquista lembrou também o governo PSD/CDS. "É significativo que no dia de hoje Pedro Passos Coelho tenha entrado nesta campanha, precisamos dessa memória. Precisamos que toda a gente se lembre do que foi o Governo das direitas", observou, recordando que "é muito importante" até porque foi dito aos portugueses, pelo ex-primeiro-ministro, que "a única saída para a crise era empobrecer".

"Nós hoje sabemos que não era a única política possível, impusemos uma outra política", afirmou José Gusmão, considerando que seria bom que a direita "continuasse neste trabalho de memória e trouxesse a esta campanha Cavaco Silva e Durão Barroso".

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