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“A violência contra as mulheres não pode ser normalizada”

Na concentração no Rossio em Lisboa, foi destacado que a violência contra as mulheres é quotidiana, tal como a luta contra ela. A deputada bloquista Sandra Cunha salientou que “não podemos achar normal que todos os anos morram mulheres, em contexto de relações de intimidade”.
Concentração de Lisboa pelo "Fim da Violência contra as Mulheres" - Foto de Ana Mendes
Concentração de Lisboa pelo "Fim da Violência contra as Mulheres" - Foto de Ana Mendes

Em declarações ao esquerda.net, a deputada do Bloco de Esquerda Sandra Cunha afirmou: “não podemos achar normal que uma em cada três mulheres seja vítima de violência sexual ou física, não podemos achar normal que todos os anos crianças fiquem órfãs de mães, vítimas dessa violência”.

Sandra Cunha salientou ainda que “temos de nos chocar todos os dias com cada violação, com cada femicídio, com cada assassinato, com cada mutilação genital feminina, com cada casamento precoce e casamento infantil”. “É por isso que estamos na rua, porque temos de acabar esta luta que está inacabada”, concluiu a deputada.

Em declarações à agência Lusa, Patrícia Vassalo e Silva, do coletivo 'Por todas nós', afirmou que este ano a situação “piorou muito”, agravada pela pandemia, sublinhando que debaixo de maior controlo dos agressores há menos liberdade para as vítimas apresentarem queixa.

Fotogaleria Concentração 25 de novembro

A ativista disse ainda que uma das medidas que considera urgente é a garantia de mais apoio jurídico para as vítimas, uma vez que muitas acabam reencaminhadas para associações de maior dimensão quando se dirigem a outras mais pequenas, sem capacidade de resposta nesse campo.

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