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Vinhais: Trabalhadores percorrem mais de 100 quilómetros para atravessar a fronteira

O município de Vinhais juntou-se aos concelhos galegos de Mezquita, A Gudinha e Riós para exigir uma solução para o encerramento da fronteira de Moimenta-Manzalvos. Padarias, mecânicos e profissionais de saúde são os mais afetados. Artigo publicado em Interior do Avesso
Imagem retirada do vídeo de Diário do Tâmega
Imagem retirada do vídeo de Diário do Tâmega

Os autarcas da Mezquita, Riós e A Gudinha, da Galiza, e o de Vinhais, no distrito de Bragança, protestaram junto à fronteira de Moimenta-Manzalvos a exigir que fosse aberto um ponto de passagem, de acordo com a rádio Brigantia. O momento simbólico foi o minuto de silêncio por todos aqueles que não conseguem atravessar a fronteira.

Em Vinhais, há mais de 20 trabalhadores transfronteiriços que são obrigados a fazer centenas de quilómetros, todos os dias, para conseguirem trabalhar. Luís Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Vinhais, alerta que os profissionais de saúde são os mais afetados.

Estes trabalhadores têm de se deslocar para outros pontos de passagem como Quintanilha ou Vila Verde da Raia e percorrer quase 300 quilómetros, ida e volta.

Em declarações ao jornal galego Diário do Tâmega, Rafael Pérez, presidente do Município de Mezquita eleito pelo Bloco Nacionalista Galego (BNG), referiu que “sou consciente da dificuldade da situação e do complicada que pode ser a sua gestão, mas estamos numa zona em que as pessoas trabalham de um lado e do outro, e assim complica-se lhes a vida”.

“Não faz sentido que uma pessoa que vive a um quilómetro do seu trabalho, mas do outro lado da fronteira, tenha que fazer cento e tal quilómetros para ir e voltar do trabalho com o risco adicional que isso supõe, quando se atravessasse por Manzalvos esse risco iria diminuir”, apontou Rafael Pérez.

Artigo publicado em Interior do Avesso a 23 de fevereiro de 2021

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