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Viana do Castelo sem neurologistas de apoio às urgências durante fim de semana

Desde o dia 1 de janeiro, um paciente que necessite de ser avaliado por um neurologista tem de ser transportado para Braga, e, se depois disso tiver de ser internado, volta a Viana do Castelo. Bloquistas pedem “intervenção do Ministério para garantir que nem doentes nem profissionais ficam prejudicados com mais um corte nos cuidados de saúde”.

O Bloco “teve conhecimento da divulgação de novas normas de apoio da Neurologia ao Serviço de Medicina Crítica da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM). A partir do dia 1 de janeiro de 2016, o apoio de Neurologia passou a ser feito apenas das 8h às 12h (até às 14h para a Via Verde AVC) e apenas de segunda a sexta feira. Há, portanto, uma redução do horário e uma redução dos dias de apoio da Neurologia ao Serviço de Urgências”, lê-se no requerimento que o deputado Moisés Ferreira endereçou ao ministério da Saúde.

No documento é ainda assinalado que “os médicos neurologistas se limitam a dar pareceres, não assumindo os doentes, não pedindo exames, nem dando alta hospitalar”.

Em resultado destas alterações, o Serviço de Urgência da ULSAM está agora sem apoio da Neurologia entre as 14h de sexta-feira e as 8h de segunda-feira.

Tal como assinala o deputado bloquista, caso dê entrada, durante este período, um doente que necessite de observação neurológica, o mesmo terá de ser enviado para Braga ou terá, em alternativa, que aguardar em Viana do Castelo durante todo o fim de semana.

“No limite pode acontecer o seguinte: o paciente é enviado de Viana do Castelo para Braga para uma primeira observação e diagnóstico; se se considerar que é necessário o internamento do doente em questão, ele é novamente transportado de Braga para Viana do Castelo onde, no entanto, não pode ser internado a cargo da Neurologia, mas sim a cargo da Medicina Interna”, alerta Moisés Ferreira.

Segundo o deputado, as alterações introduzidas a partir do dia 1 de janeiro de 2016 “trazem graves constrangimentos na prestação de cuidados de saúde, nomeadamente no caso de doentes neurológicos que necessitam de ser observados ou internados a cargo da Neurologia” e “sobrecarregam os profissionais de Medicina Interna da ULSAM até um nível em que será difícil garantir a melhor qualidade no seu desempenho profissional”.

Os bloquistas destacam que é “necessária uma intervenção do Ministério para garantir que nem doentes nem profissionais ficam prejudicados com mais um corte nos cuidados de saúde”.

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