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Vantagem na Pensilvânia deixa Biden mais perto da vitória

Os resultados finais das eleições presidenciais dos EUA continuam à espera do fim da contagem dos votos na Pensilvânia, Geórgia, Nevada, Carolina do Norte e Arizona, estados-chave com uma renhida disputa. “As eleições ainda não acabaram”, comenta a equipa de Trump.
Vantagem na Pensilvânia deixa Biden mais perto da vitória
Fotografia de Jim Lo Scalzo/EPA/Lusa.

Joe Biden ultrapassou hoje o atual presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, no número de votos no estado da Pensilvânia. O candidato do Partido Democrata tem uma vantagem de cerca de 6 mil votos, mas a contagem ainda não terminou. Se a margem de vitória for inferior a 1%, a lei da Pensilvânia obriga a uma recontagem, lembra a agência Lusa. O candidato do Partido Republicano sabe que a vitória neste estado é fundamental e passou os últimos dois dias a pedir a contagem de votos. 

Trump levava vantagem no dia das eleições, mas começou a ver o terreno escapar à medida que se iniciou a contagem dos votos por correspondência. Estes têm dado maioria folgada a Joe Biden, uma vez que Donald Trump passou os últimos meses a apelar ao seu eleitorado para não votar por correio, ameaçando com uma alegada fraude eleitoral que nunca conseguiu provar.

Segundo as últimas projeções avançadas pela maioria dos meios de comunicação, Joe Biden conta com 264 delegados no Colégio Eleitoral (embora alguns media questionem os 11 delegados no Arizona) e precisa de chegar a 270 para se proclamar vencedor. Esta sexta-feira de manhã houve uma reviravolta no estado da Geórgia, que coloca Biden na dianteira e pode garantir-lhe a vitória.

Enquanto Donald Trump continua a insistir que está a ser alvo de uma fraude eleitoral, vários membros destacados do Partido Republicano têm vindo a público colocar-se mais ou menos ao lado do presidente. É o caso de Mitch McConnell, líder da maioria Republicana no Senado dos EUA, que afirmou que “todos os votos legais devem ser contados, quaisquer boletins enviados ilegalmente não devem”, não explicando exatamente o que considera votos ilegais. Também Mike Pence, atual vice-Presidente, insiste na narrativa dos votos legais, afirmando que permanece ao lado de Trump.

Também no Twitter Trump insiste na narrativa da fraude eleitoral.

"GANHO facilmente a Presidência dos Estados Unidos com VOTOS LEGAIS. Não foi permitido aos OBSERVADORES, de forma alguma, a realização de seu trabalho e, portanto, os votos aceites neste período devem ser considerados VOTOS ILEGAIS. O Supremo Tribunal dos EUA irá decidir!", insiste o ainda chefe de Estado. Mas o Twitter continua a assinalar as suas publicações como sendo passíveis de "contestação ou podem ter informações incorretas".

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