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“Vamos disputar as eleições autárquicas com toda a nossa determinação”

“Façamos jus ao 'povo é quem mais ordena' e não deixemos que continuem a dizer-nos que quem mais ordena são os banqueiros da Goldman Sachs. Por isso, é importante dar força ao Bloco nas autárquicas. Fará a diferença em cada freguesia e em cada concelho”, defendeu Catarina Martins durante a inauguração da sede na Marinha Grande.
"A força do Bloco faz a diferença e fará a diferença com todos", declarou Catarina Martins.

 

"O Bloco de Esquerda não vai para estas eleições autárquicas para marcar calendário. Vamos para disputar a sério. Vamos disputar as eleições autárquicas com toda a nossa determinação e chamando todos a juntarem-se a nós neste percurso", referiu Catarina Martins, ao salientar que a "força do Bloco de Esquerda faz a diferença no país"

Segundo a coordenadora bloquista, o combate que o partido tem pela frente é “muito a sério”, porque pretende “levar o mais longe possível toda a transformação que formos capazes de fazer em nome das pessoas” e para isso é “preciso ter mais força no poder autárquico”.

“Como é que concretizamos mudanças, que até somos capazes de fazer do ponto de vista legislativo, sem capacidade local? Como é que os avanços que fizemos da legislação, como a igualdade de homens e mulheres, se transporta para um quotidiano com mais igualdade e sem violência se as autarquias estiverem completamente alheias desse esforço?”

Recordando a canção da Madrugada, “o povo é quem mais ordena”, Catarina Martins afirmou que "a Liberdade, escrita por Sérgio Godinho só é liberdade quando é mudar e decidir.

Para a coordenadora do Bloco de Esquerda, as “eleições autárquicas são centrais” e é preciso “concretizar a recuperação necessária” ao país.

“Façamos jus ao 'povo é quem mais ordena' e não deixemos que continuem a dizer-nos que quem mais ordena são os banqueiros da Goldman Sachs. É isso que também estamos a escolher nas eleições autárquicas. Por isso, é importante dar força ao Bloco nas autárquicas. Fará a diferença em cada freguesia e em cada concelho", declarou.

Durante o seu discurso, Catarina Martins recordou ainda Miguel Portas: “hoje é um dia feliz, porque estamos na noite da véspera do 25 de Abril, mas é também um dia pesado para o Bloco de Esquerda, porque faz cinco anos que o Miguel Portas morreu”.

“Se o Miguel tinha uma frase que marca o ADN do Bloco é que estamos cá para defender os de baixo, são esses que precisam de nós. É com esses que se constrói o futuro; é no respeito pelos de baixo que se constrói a igualdade e a liberdade que fez o sonho do 25 de Abril que andou muito, mas que temos muito por concretizar”, vincou.

Catarina Martins apelou ainda para que seja possível "fazer nas autárquicas o que foi feito nas legislativas", ou seja, "listas com gente de verdade, gente que vive, trabalha e sente os problemas da população".

"Não é gente que passou anos fechada num gabinete ou que esteve numa jota qualquer à espera do dia de saltar para um qualquer cargo. É assim que se faz. E tem dado provas de que este é o caminho certo, a que se deve juntar muito mais gente. A força do Bloco faz a diferença e fará a diferença com todos", rematou.

Ilda Coelho é a cabeça de lista do Bloco à Câmara da Marinha Grande

"Iremos fazer a diferença. É tempo de construir novas soluções e dar lugar à democracia e à participação cidadã. É preciso ouvir os marinhenses e trabalhar para responder às suas necessidades", defendeu Ilda Coelho. 

Ilda Coelho lembrou que a Marinha Grande é "um dos maiores polos de desenvolvimento industrial e económico" do país, mas lamentou que a cidade não tenha conseguido "captar mais-valias que esse desenvolvimento deveria trazer".

Por isso, considerou que o Bloco, através da sua candidatura e "com a abertura de um novo ciclo autárquico, assume-se como força decisiva na defesa do concelho da Marinha Grande".

Os objetivos são os "direitos da cidadania, a coesão social, a participação democrática e livre nas decisões da autarquia", procurando a "transformação do concelho da Marinha Grande num polo de desenvolvimento económico, mas também social, científico, mas também cultural", adiantou.

"A Marinha Grande só será efetivamente grande quando as pessoas estiverem em primeiro lugar. Já fomos as mãos vidreiras que mostraram ao país e ao mundo a nossa arte, já fomos e somos as mãos dos moldes, mas está na altura de sermos as mãos unidas em torno da mudança da Marinha. Queremos um novo sopro, um sopro de futuro", rematou.

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