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Valorsul e Amarsul em greve a 14 e 16 de junho

Os trabalhadores das duas empresas de resíduos que servem 28 municípios da Grande Lisboa, zona Oeste e Península de Setúbal, exigem aumentos salariais e o respeito pelos Acordos de Empresa.
Valorsul e Amarsul em greve a 14 e 16 de junho. Foto Valorsul.

Estas paralisações em semana de feriados municipais e nacionais vão afetar a recolha de lixo nos municípios servidos pelas duas empresas. "Estamos confiantes de que esta greve, que se realiza no dia seguinte aos feriados, terá um impacto muito grande e uma boa mobilização dos trabalhadores", afirmou Navalha Garcia, do SITE, à agência Lusa.

Na Valorsul, os trabalhadores exigem que a administração faça a publicação integral do Acordo de Empresa (AE). "Fizeram-nos uma proposta de aumento salarial de 1,6 % que o sindicato aceitou e até estava disponível a assinar. No entanto, a administração da Valorsul tem-se demonstrado intransigente na decisão de publicar os AE na íntegra. Isso demonstra que estão a agir de má fé e que o AE pode estar em risco", acrescentou o sindicalista.

Tal como a Valorsul, a Amarsul pertence ao grupo EGF, privatizado pelo anterior governo e controlado pela Mota Engil. Os trabalhadores da empresa que serve a Península de Setúbal reivindicam a recuperação do poder de compra com aumentos salariais, que não existiram nos últimos sete anos, o fim dos vínculos precários, categorias profissionais ajustadas à função de cada trabalhador e constantes do AE, a aplicação da contratação coletiva e melhores condições de segurança e saúde no trabalho.

“Até hoje, a grande medida que o novo acionista tomou foi a distribuição dos lucros obtidos pela empresa quer os acumulados ao longo de anos sob a gestão publica, quer aqueles que foram obtidos em 2015 e 2016 totalizando hoje mais de 6.8 milhões de euros”, diz a resolução do plenário, lembrando que são os trabalhadores “quem cria a riqueza e os lucros distribuídos pelos acionistas”.    

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