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Valls decreta a morte do PS francês e junta-se a Macron

O ex-primeiro-ministro francês derrotado nas primárias dos socialistas anunciou que será candidato nas listas da nova maioria presidencial.
Foto Mathieu Delmestre/Solfé Communications/PSF/Flickr

“O Partido Socialista está morto”. Com esta frase, Manuel Valls deu início ao ajuste de contas pós-presidenciais no PS francês, o grande derrotado das eleições ao ver o seu candidato, Benoît Hamon, obter apenas pouco mais de 6% dos votos na primeira volta.

“Eu serei o candidato da maioria presidencial e desejo juntar-me a este movimento. Porque eu sou um republicano, porque eu sou um homem de esquerda, porque eu ainda sou socialista, porque eu não vou negar 30 anos de compromisso político, porque também já tive essa responsabilidade, e porque sei que é difícil governar a França”, afirmou Manuel Valls à rádio RTL.

Depois de derrotado por Hamon nas primárias do PS, Valls já tinha apoiado Emmanuel Macron na primeira volta, justificando a retirada do apoio ao candidato do PS ao declarar que Macron era o único candidato capaz de bater Marine Le Pen nas urnas.

Segundo os dirigentes do movimento En Marche, que o novo presidente quer levar às urnas nas legislativas, Valls ainda não apresentou a sua candidatura, tendo até ao final de quarta-feira para o fazer. No seio dos socialistas, a “deserção” de Valls poderá ser seguida por outras figuras que defendem o apoio ao presidente eleito no passado domingo.

Emmanuel Macron vai tomar posse como presidente da França este domingo e deverá anunciar o nome do primeiro-ministro. A composição do governo deverá ser conhecida nos dias seguintes. Em abril, Macron afirmou ao diário Le Parisien que pretendia ter um governo com 15 ministros, paritário, com um equilíbrio entre figuras com experiência política e personalidades da sociedade civil.

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