You are here

Vacinas: Catarina insiste na quebra de patentes para proteger a saúde em vez dos lucros

A coordenadora do Bloco lembrou que as farmacêuticas foram financiadas com dinheiro público para desenvolver as vacinas e já ganharam muito dinheiro. Catarina defendeu que está mais do que na altura de garantir que a vacina chegue a toda a gente e chegue aos países mais pobres do mundo.
Fotos Esquerda.net.

Após uma visita à Universidade da Madeira, Catarina Martins afirmou-se preocupada com “a decisão política de estar a contrariar a evidência científica, e que tem a ver com a universalização das vacinas”.

“Estamos agora a discutir na Europa se as crianças mais novas devem ser vacinadas”, ao mesmo tempo que “sabemos que estão a surgir variantes novas em vários sítios do mundo”, assinalou.

“Há muitos sítios no mundo onde não há acesso à vacina. Nem as doações que Portugal e outros países europeus estão a fazer chegam a tempo, já que esperam até quase ao fim do prazo das vacinas para fazer as doações, o que, muitas vezes, é inútil, nem se libertaram as patentes para que países que podiam ter capacidade para produzir as vacinas e as distribuir” o poderem fazer, continuou a coordenadora do Bloco.

Catarina voltou a alertar para a necessidade de Portugal defender a quebra das patentes: “Mesmo que estejamos todos vacinados, se a vacina não chega ao resto do mundo, vamos ter sempre novas variantes e novos desafios”, apontou.

De acordo com a dirigente bloquista, “combater a pandemia exige que a vacina chegue a todo o mundo”.

Neste contexto, Catarina salientou que é necessário “ouvir com segurança e tranquilidade o que as autoridades de saúde dizem e, politicamente, exigir que a vacina chegue a todo o mundo”.

A coordenadora do Bloco acrescentou ainda que “é preciso dizer que a vida das pessoas vale mais do que o lucro das farmacêuticas”.

“As farmacêuticas foram financiadas com dinheiro público para desenvolver a vacina. Já ganharam muito dinheiro com todas as encomendas dos países mais ricos do mundo. Está mais do que na altura de garantir que a vacina chegue a toda a gente e chegue aos países mais pobres do mundo”, vincou.

Catarina quer mais financiamento para a Universidade da Madeira

Em declarações aos jornalistas, Catarina referiu o “estrangulamento da Universidade da Madeira”, cujo “financiamento não tem em conta a sua situação ultra-periférica”.

A dirigente bloquista referiu que é imperativo garantir mais financiamento para que a universidade possa funcionar melhor, possa aumentar a capacidade de investigação científica em áreas fundamentais, até para o desenvolvimento económico da região, e possa crescer no ensino, contando com um maior número de alunos e alunas.

Catarina Martins lembrou ainda que a lei de financiamento regional foi alterada no tempo da troika, tendo passado a ser possível a região receber menos dinheiro do que no ano anterior. Ora o Bloco tem defendido que esta lei deve ser alterada e que a garantia de que o financiamento não desce de ano para ano é ainda mais necessária com a pandemia.

Termos relacionados Legislativas 2022, Política
(...)