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Urgeiriça: Passados 13 anos, ainda existem casas da primeira fase por descontaminar

O Bloco de Esquerda considera "inaceitável" que os ex-trabalhadores e suas famílias continuem expostos a níveis perigosos de radioatividade "por inoperância das entidades responsáveis, designadamente a Empresa de Desenvolvimento Mineiro e o Governo”. Notícia do Interior do Avesso.
Casa nas Minas da Urgeiriça. Foto do Interior do Avesso.
Casa nas Minas da Urgeiriça. Foto do Interior do Avesso.

O processo tem sofrido sérios atrasos, “agravando a situação de saúde dos ex-trabalhadores das minas de urânio expostos à radiação nas suas habitações”, sublinha a deputada Isabel Pires, do Bloco de Esquerda, em pergunta ao Ministro do Ambiente e Ação Climática.

O plano de descontaminação em três fases prevê a recuperação das casas mais contaminadas na primeira fase, sendo a segunda e terceira fases destinadas à requalificação das habitações com menor contaminação. Porém, existem ainda habitações da primeira fase por descontaminar. Os atrasos nas outras duas fases são ainda mais significativos.

“Os perigos para a saúde dos ex-trabalhadores das minas de urânio agravam-se a cada dia que passa, particularmente no que concerne às doenças do foro oncológico. É inaceitável que estas pessoas continuem expostas a níveis perigosos de radioatividade por inoperância das entidades responsáveis, designadamente a Empresa de Desenvolvimento Mineiro e o Governo”, defende o Bloco de Esquerda.

O Bloco sublinha que “os atrasos no processo de descontaminação das habitações têm de ser resolvidos de forma célere e urgente", tal como recomandado na Resolução da Assembleia da República n.º 192/2018, de 23 de julho, que teve origem num Projeto de Resolução bloquista aprovado por unanimidade no Parlamento. "Importa esclarecer as razões que levam o Governo a não atuar de forma eficaz, incumprindo as recomendações da Assembleia da República”, refere a pergunta enviada ao ministro Matos Fernandes.

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou a 10 de junho de 2020 o ministro do Ambiente e da Ação Climática sobre os atrasos no processo de descontaminação das habitações das minas da Urgeiriça. Não tendo obtido qualquer resposta, insistiu nas questões em abril deste ano.

O Governo entretanto respondeu, justificando os atrasos com “fatores externos à Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A. (EDM)”, responsável pelo processo de descontaminação.

Ficam ainda vertidos na resposta os números das casas cuja intervenção ainda não está concluída: 3 habitações da primeira fase (num total de 70) e  27 habitações da segunda fase (num total de 58). A terceira fase e a descontaminação dos logradouros ainda não avançou, aguardando a conclusão das fases anteriores.

Notícia do Interior do Avesso.

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