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Universidade de Évora cria cátedra em homenagem a Cláudio Torres

No quadro de uma cátedra criada em homenagem a Cláudio Torres, arqueólogos do Campo Arqueológico de Mértola e da Direção Regional de Cultura do Alentejo, vão dar aulas na Universidade de Évora.
Foto: A voz da Planície.

A Reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, afirmou à Lusa que "a universidade estava com dificuldades em manter o ensino da arqueologia com a máxima qualidade", porque "tem arqueólogos de vários períodos, mas faltam de outros".

"A arqueologia é incontornável no Alentejo", disse Ana Costa Freitas, tendo acrescentado que a região dispõe de vários sítios arqueológicos, e que por essa razão a academia tem a "obrigação de manter o ensino em arqueologia".

De acordo com aquela universidade, a cátedra vai permitir uma cooperação científica com o Campo Arqueológico de Mértola, no distrito de Beja, com vista ao reforço da qualidade dos seus programas de ensino em arqueologia e também para a consolidação dos trabalhos de investigação conjuntos.

Cláudio Torres disse, por sua vez, à Lusa que a cátedra pode ser "uma alternativa" para os jovens arqueólogos que "são empurrados para as cidades", tendo ainda adiantado que os arquivos da região "estão cheios de documentos que ainda ninguém leu".

Juntar forças” e “afinar colaborações”

A Cátedra de Ensino em Arqueologia Cláudio Torres, especialista que já conquistou os prémios Rómulo de Carvalho e Pessoa, foi hoje formalmente criada com a assinatura de acordos entre a Universidade de Évora, o Campo Arqueológico de Mértola e a DRCAlen.

Na referida cerimónia, o arqueólogo defendeu que a região deve "juntar forças" e "afinar colaborações", porque "há muito por fazer, investigar e trabalhar no Alentejo, que é uma riqueza do património arqueológico e histórico".

"Há toda uma geração de futuros investigadores, historiadores e arqueólogos que têm de ficar, estudar e trabalhar na sua região. Oxalá esta cátedra sirva para cimentar, justificar e organizar estes que ficaram e os que vêm a seguir", frisou. o arqueólogo.

Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, realçou como vantagens da parceria a valorização de "um património que é conjunto" e a "contribuição para a excelência do plano da formação" do estabelecimento do ensino superior.

"Cláudio Torres é uma referência nacional e internacional" e a cátedra "vai beneficiar a universidade, a sociedade e o próprio Campo Arqueológico de Mértola, abrindo mais oportunidade para quem quer desenvolver a sua formação no plano da arqueologia", afirmou a governante à Lusa.

A cátedra foi criada em homenagem a Cláudio Torres, doutor “Honoris Causa” pela Universidade de Évora em 2001, Prémio Rómulo de Carvalho e Prémio Pessoa e fundador e diretor do Campo Arqueológico de Mértola.

Refira-se que a Universidade de Évora dispõe de três centros de investigação na área da arqueologia -o Laboratório Hercules, o Centro de História da Arte e Investigação Artística (CHAIA) e o Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedade (CIDHEUS)- e que a Direção Geral do Património Cultural tem inventariados mais de 11 mil sítios arqueológicos na região alentejana.

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