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União Europeia dá mais 400 milhões ao governo da Turquia

Este novo pacote da Comissão Europeia está integrado no “acordo da vergonha”, assinado em 2016, que subsidia o governo turco, para que ele evite que refugiados cheguem à Europa.
Erdogan, presidente da Turquia, e Juncker, presidente da Comissão Europeia – Foto comissão europeia (arquivo)
Erdogan, presidente da Turquia, e Juncker, presidente da Comissão Europeia – Foto comissão europeia (arquivo)

Este pacote foi divulgado pela Comissão Europeia e será entregue diretamente ao ministério turco da Educação Nacional, para pretensamente prosseguir o projeto de educação dos refugiados sírios.

Estes 400 milhões constituem a primeira prestação dos 3.000 milhões com que a União Europeia (UE) se comprometeu a entregar ao regime turco no biénio 2018/2019.

Johannes Hahn, comissário de Política Europeia de Vizinhança e Negociações de Alargamento, declarou que com a aprovação da segunda parcela de financiamento por parte dos Estados da UE, “continuamos a cumprir o nosso compromisso de apoiar os refugiados sírios e as comunidades de acolhimento na Turquia e a aprovação deste pacote de assistência é prova disso”.

Entre 2016 e 2018, o governo da Turquia recebeu 3.000 milhões da UE, respeitantes à aplicação do acordo da vergonha, mas não justificou até hoje, onde foi gasto esse dinheiro.

Até ao final de 2019, o regime turco receberá da UE e dos seus Estados-membros mais 2.600 milhões de euros, relativos ao acordo da vergonha.

O acordo foi assinado a 18 de março de 2016 e a UE duplicou a sua proposta inicial, de 3.000 para 6.000 milhões de euros. Organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram de imediato que o acordo entre UE e Turquia viola direitos fundamentais dos refugiados.

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