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UMinho: Professores em greve contra ilegalidades no curso de enfermagem

O primeiro dia de greve dos professores da Univesidade do Minho teve uma adesão total, tendo sido apenas cumpridos os "serviços mínimos" com o objetivo de explicar aos alunos a situação que se está a viver na instituição.
“Parece que estamos de regresso ao Estado autoritário e corporativo”, afirmou Gonçalo Velho. Foto Alumni/UMinho
“Parece que estamos de regresso ao Estado autoritário e corporativo”, afirmou Gonçalo Velho. Foto Alumni/UMinho

O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Velho, acusou entretanto o reitor de estar a colocar a direção da Escola de Enfermagem numa situação “muito delicada e muito complicada”, uma vez que que esta incorre num crime por estar a contratar professores para substituir os professores em greve, o que viola o Código do Trabalho.

Gonçalo Velho, afirmou que “o reitor António Cunha está a ter uma atitude "prepotente" ao fazer tudo para "bloquear" a solução que representantes sindicais dos professores e a direção da Escola de Enfermagem da Universidade do Minho  conseguiram negociar no decurso da passada semana.

Situação "Ilegal"

Para aquele responsável sindical, existe um princípio de acordo para a contratação de um ou dois enfermeiros para lecionar as aulas práticas do curso de enfermagem e fazer o acompanhamento dos alunos nos hospitais na aprendizagem do trabalho de enfermagem, uma situação que estava a ser pedida aos docentes e que o SNESup considerou ilegal.

A ilegalidade prende-se, de acordo com sindicato, com o facto de, no âmbito do trabalho de acompanhamento os professores serem utilizados como “enfermeiros gratuitos” nas unidades de saúde, através da prestação de cuidados não estando abrangidos por seguro de responsabilidade civil profissional que nestes casos é obrigatório.

o reitor está a demonstrar a sua pior face numa altura em que está em final de mandato

O SNESup lamenta ainda que António Cunha não se tenha mostrado disponível para receber o sindicato, manifestando unicamente abertura para uma reunião com a Ordem dos Enfermeiros.

Perante estes factos, Gonçalo Velho afirmou : “Parece que estamos de regresso ao Estado autoritário e corporativo” já que “o reitor está a demonstrar a sua pior face numa altura em que está em final de mandato”.

Recorde-se que o SNESup entregou no final de janeiro um pré-aviso de greve para os docentes da Escola de Enfermagem daquele estabelecimento de ensino universitário, que vigora desde esta terça-feira até ao final do ano letivo, e que tem efeitos nos dias em que lhes seja exigido a prestação de serviço num horário de 7/8 horas consecutivas numa unidade hospitalar a acompanhar estudantes do curso de licenciatura em enfermagem.

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