Em abril deste ano, 34% dos jovens com menos de 25 anos ganhavam o salário mínimo nacional, um pouco menos do que os 36% de abril de 2018. Para mais, dos 17 mil novos empregos criados nessa faixa etária, 5,5 mil pagam o mínimo possível. Os dados são do relatório “Salário Mínimo Nacional – 45 anos depois”, do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, apresentado esta quarta-feira.
“A análise da proporção de trabalhadores abrangidos pelo salário mínimo por grupo etário revela que, entre os jovens com menos de 25 anos, a proporção de trabalhadores com salários iguais ao Salário Mínimo Nacional no 1º trimestre de 2019 se manteve próxima dos 30%”, pode ler-se no documento.
O valor desce para os 23,6% na faixa 25‐29 anos. Já nos trabalhadores com mais de 30 anos, houve uma quebra de 0,6%, de 22,4% para 21,8%.
“O peso dos trabalhadores com remuneração igual ao SMN [salário mínimo nacional] no total do emprego criado em termos homólogos, passou de 69% em 2017 para 24% em 2018 e apenas 7% em 2019”, refere ainda o estudo. Ou seja, dos empregos criados, há cada vez menos que pagam o salário mínimo.