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Um em cada quatro inscritos para cirurgia está à espera há mais de um ano

No primeiro mês deste ano, estavam inscritas 216 mil pessoas para realização de cirurgia, das quais 54 mil estavam à espera há mais de um ano.
Foto de Tiago Petinga | Lusa

Em janeiro deste ano, mais de 216 mil pessoas estavam inscritas para realizar uma cirurgia no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) citados pelo jornal Público.

Mesmo com a pandemia, 61,4% dos utentes inscritos para cirurgia estavam ainda a cumprir os tempos máximos de resposta garantidos (TMRG). No entanto, 83 mil pessoas já tinham ultrapassado o tempo previsto e 54 mil estavam à espera de uma cirurgia há mais de um ano.

Os TMRG são assim classificados: Os doentes muito prioritários, com doença oncológica ou não, devem ser operados num prazo de 15 dias após marcação da cirurgia; os doentes prioritários vão até aos 45 dias para doença oncológica e 60 dias para as restantes; os doentes com uma prioridade normal vai entre os 60 dias para pacientes oncológicos e 180 dias para os restantes.

A ACSS, em resposta ao Público, revela que em janeiro de 2021 “existiam 54.592 utentes a aguardar cirurgia há mais de um ano, o que corresponde a 20,5% do total de utentes inscritos em LIC (lista de inscritos para cirurgia)”. Isto significa um aumento de 19 mil pessoas comparativamente com o mesmo mês do ano passado.

A pandemia também gerou várias limitações nos centros de saúde, já que estas unidades viram a sua atividade ser reduzida substancialmente com o cancelamento de consultas presenciais que serviam para um eventual encaminhamento para a consulta de especialidade e cirurgia.

O número de inscritos para cirurgia foi-se reduzindo desde março de 2020 e em dezembro do ano passado eram 212 mil utentes. A redução de doentes internados com a covid-19 em cuidados intensivos tem diminuído e assim é expectável que a lista de inscritos se reduza.

“Os dados acumulados até 28 de Fevereiro revelam a realização de um total de 62.515 primeiras consultas e de 18.824 cirurgias programadas, demonstrando o esforço e organização das entidades hospitalares que integram o SNS em recuperar a actividade assistencial”, refere a ACSS.

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