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UE avança com nova ronda de sanções à Rússia e um limite ao preço do petróleo

Na sequência dos referendos russos para avançar na ocupação de territórios, a UE pretende implementar a limitação do preço do petróleo importado e um oitavo pacote de sanções, que inclui um embargo a produtos russos, num total estimado de sete mil milhões de euros.
Foto de European Parliament, Flickr.

Esta quarta-feira a Comissão Europeia e o Serviço Europeu para a Ação Externa apresentaram aos Estados-Membros novas ideias para limitar as relações comerciais com a Rússia e reduzir o seu financiamento. Mediante o seu acordo, esta sexta-feira a conclusão final será anunciada.

Estreitamento das relações comerciais deixa de fora indústria dos diamantes

O embargo aos produtos russos foca-se na produção da indústria de aço, desde rolos industriais a agulhas de cozer, produtos florestais, como madeira, celulose e papel, e a produtos de beleza que gerem rendimentos significativos para Moscovo, como produtos de beleza ou papel higiénico. No total, estima-se que tal se repercuta numa perda de receita na ordem dos 7 mil milhões de euros.

Para além disso, também se incluem bens como caviar, vodka, cigarros e “certos elementos utilizados na indústria joalheira, como pedras e metais preciosos”. Contudo, como avança o jornal Politico a lista não inclui o sector dos diamantes, com quem a indústria belga tem ligações estreitas. Fica apenas incluída na lista de sanções a empresa russa de mineração de diamantes Alrosa.

Do lado das exportações, há uma tentativa de minar o sector tecnológico e da aviação russa, banindo-se componentes eletrónicos e substâncias químicas, com a ideia de enfraquecer a sua capacidade bélica.

São incluídos mais 30 indivíduos sancionados, onde se incluem Alexander Dugin e Nikolay Rastorguyev, e 8 empresas.

Por fim, está também em cima da mesa o acréscimo de uma categoria que inclua os indivíduos e as entidades que contornem as medidas restritivas. “Por exemplo, se comprarem produtos na União Europeia, os levarem para países terceiros e daí para a Rússia”, ilustrou Von der Leyen.

Limite ao preço do petróleo no seguimento do acordo do G7

Na sua apresentação, von der Leyen avançou ainda a introdução de um limite sobre o preço do petróleo russo, de forma a reduzir receitas de Moscovo e simultaneamente manter o mercado global estável.

Segundo a base de dados Beyond Coal, os Estados-Membros da UE gastaram desde o início da guerra em fevereiro 98,5 mil milhões de euros em petróleo, gás e carvão russo. Deste total, mais de 50 mil milhões foram canalizados para compra de petróleo.

No início de setembro, os países do G7 já se tinham comprometido num acordo que previa que os armadores (empresas responsáveis pelo transporte) e seguradoras de petróleo russo só poderiam operar mediante adesão a um preço abaixo de um determinado nível a determinar. Este plano, em discussão há meses, parece credível por a maior parte das empresas envolvidas na comercialização do petróleo russo serem da UE ou dos EUA. Contudo, a China, a Índia e a Turquia, os três maiores importadores de petróleo russo fora da UE, não pretendem aderir.

Aquando do sexto pacote de sanções, foi acordado um “embargo mitigado” ao petróleo russo transportado por via marítima a partir de 5 de dezembro e a produtos petrolíferos refinados, como o diesel, a partir de 5 de fevereiro.

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