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Uber e Cabify deixam de operar em Barcelona

Empresas contestam o decreto aprovado pelo governo catalão que obriga à contratação do serviço com antecedência mínima superior a 15 minutos.
Taxistas venceram batalha contra Uber e Cabify na Catalunha. Foto Fabio Sola Penna/Flickr

A regulação dos transportes de veículos de aluguer com condutor (VTC) por parte dos governos regionais tem levado taxistas e condutores inscritos nas plataformas como a Uber ou a Cabify a manifestarem-se em Madrid e Barcelona.

Na semana passada, o governo catalão aprovou um decreto que entrará em vigor esta sexta-feira e que obriga à pré-contratação do serviço com uma antecedência mínima de 15 minutos, que poderá ser alargada se for essa a vontade de cada município. A decisão agradou aos taxistas em Madrid, em greve há mais de dez dias, que agora reclamam do governo regional liderado pelo PP que aprove uma medida semelhante.

A reação das empresas Uber e Cabify, que organizaram protestos de condutores nas ruas de Barcelona, foi o anúncio feito esta quinta-feira de que deixarão de operar em Barcelona por causa das novas regras.

“A obrigação de esperar 15 minutos para viajar numa VTC não existe em lado nenhum na Europa e é totalmente incompatível com a imediatez dos serviços”, sublinha a Uber em comunicado. Por seu lado, a Cabify afirma que a nova regulação “tem como único objetivo, e portanto também como consequência final, a expulsão direta da aplicação da Cabify e das suas empresas colaboradoras da Catalunha e Barcelona”.

Uma das empresas detentora de licenças VTC em Barcelona, a Vector Ronda, anunciou que irá promover um despedimento coletivo de cerca de mil trabalhadores. O mercado das autorizações das VTC tem estado no centro da polémica com os taxistas, que denunciaram as portas giratórias entre política e finança neste negócio milionário onde poucas empresas detêm quase todas as autorizações e pagam os seus impostos fora de Espanha. Os taxistas acusam ainda a Cabify de praticar jornadas de 66 horas semanais em troca de um salário de 822 euros mensais para os condutores.

A Associação Profissional de Táxi de Barcelona agradeceu ao governo e à autarquia liderada por Ada Colau a compreensão para o problema e a solução que vai finalmente “estabelecer legalmente a diferenciação de setores e acabar com esta invasão ilegal do nosso setor, mas sobretudo proteger a cidade de Barcelona”.

A greve de táxis em Madrid vai prosseguir enquanto decorrem as negociações com o governo regional. Sete taxistas encontram-se em greve de fome num protesto contra a liberalização do setor.

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