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Uber despede 400 trabalhadores

A multinacional norte-americana anunciou o despedimento de um terço dos trabalhadores do seu departamento de marketing, explicando que a decisão faz parte do processo de “reestruturação” no qual a Uber está imersa desde maio.

“Vamos falar claramente: temos de recuperar a nossa vantagem. Nós vencemos se formos rápidos e muitas das nossas equipas são muito grandes, o que implica o dobro do trabalho”, afirmou o CEO da Uber.

“Não estamos a fazer estas mudanças porque o Marketing se tornou menos importante para a Uber. O exato oposto é verdade. Estamos a fazer estas mudanças porque apresentar ao mundo uma visão poderosa, unificada e dinâmica nunca foi tão importante”, acrescentou Dara Khosrowshahi.

“Muitas das nossas equipas são demasiado grandes, o que cria trabalho duplicado, torna o processo de decisão pouco claro e pode levar a resultados medíocres”, reforçou.

De acordo com o The New York Times, a empresa está em período de corte de custos na operação, após a primeira venda de ações de uma empresa ao público (IPO, na sigla em inglês), em maio deste ano. A Uber estreou na Bolsa de Valores de Nova Iorque com ações negociadas em US$ 42, abaixo do seu preço de IPO, que era de US$ 45.

A Bloomberg revelou que Khosrowshahi enviou um email aos trabalhadores a anunciar as demissões. Na mensagem, dizia que o crescimento mais lento "acontece naturalmente" à medida que as empresas crescem, mas alertou é algo que a Uber precisa de resolver rapidamente.´

No início de junho, saíram da empresa dois altos cargos: Barney Harford, chefe de operações, e Rebecca Messina, diretora de marketing. Ambos justificaram as suas saídas argumentando que as suas funções tinham perdido o sentido com a restruturação da empresa.

A decisão abrange 75 escritórios da Uber em todo o mundo.

Também a Lyft, concorrente da Uber, anunciou mudanças na sua composição, com o chefe de operações, Jon McNeill, a sair da empresa.

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