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TSU: “Se houver compensação, essa deverá ser dada aos contribuintes”

Pedro Filipe Soares afirmou que o Bloco está disponível para discutir medidas de apoio à economia, mas recusa discutir compensações às empresas que paguem o salário mínimo.
"Não deve existir qualquer contaminação do debate entre o aumento do salário mínimo e as alterações legais de apoio a patrões que querem pagar baixos salários". Foto de Tiago Petinga/Lusa

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder parlamentar do Bloco afirmou que “existe toda a abertura para discutir medidas de melhoria à economia, mas não temos nenhuma abertura para discutir medidas de apoio a patrões que pagam baixos salários".

"Os patrões não devem ser compensados”, declarou.

"Hoje entregámos o projeto de cessação de vigência que, a ser aprovado no dia de amanhã, garantirá que nem um cêntimo dos contribuintes é colocado ao serviço dos patrões que pagam baixos salários no nosso país",afirmou o dirigente bloquista.

Pedro Filipe Soares sublinhou que se houver compensação, essa deverá ser ser dada aos contribuintes, considerando que “ao longo das últimas décadas, os aumentos ficaram sempre abaixo da produtividade”.

“Se acompanhasse a produtividade, o salário mínimo nacional seria de cerca de 900 euros por mês”, avançou.

“Combater as rendas de energia”

Em relação a outro tipo de propostas direcionadas às empresas e que poderiam merecer o apoio do Bloco, nomeadamente a nível de alterações do pagamento especial por conta, o parlamentar bloquista disse ser "conhecida do governo" a posição do Bloco sobre "as medidas mais importantes para ajudar à dinâmica económica e valorizar também os salários".

E deu com exemplo o combate às rendas de energia que “penalizam” a competitividade e a produtividade da nossa economia.

Pedro Filipe Soares fez questão ainda questão de anunciar que "aqueles que tentaram criar algumas confusões ao longo deste mês serão desmentidos pela própria realidade”, e acrescentou: “Não deve existir qualquer contaminação do debate entre o aumento do salário mínimo e as alterações legais de apoio a patrões que querem pagar baixos salários. Nesse debate o Bloco não entra".

Pedro Filipe Soares falava em relação ao debate desta quarta-feira no parlamento, que irá discutir o decreto do governo negociado com a UGT e as associações patronais, para aumentar o desconto na TSU dos patrões que pagam o salário mínimo.

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