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TSU: "Este é o momento certo para revogar esta medida”, afirma a CGTP

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, espera que os partidos concretizem no Parlamento as suas promessas sobre a Taxa Social Única (TSU), e afirmou que “este é o momento certo para revogar esta medida”.
Foto de Paulete Matos
Foto de Paulete Matos

“Vamos aguardar até à próxima semana na perspetiva de que os partidos que se comprometeram a votar pela revogação da TSU venham a concretizar a sua promessa em votos e em maioria na Assembleia da República”, afirmou à Lusa Arménio Carlos, tendo acrescentado que “também aqui, mais do que falar, é preciso concretizar”.

De acordo com o sindicalista, a TSU deve ser revogada uma vez que o salário mínimo nacional “não pode servir de moeda de troca para colocar as empresas privadas na subsidiodependência dos dinheiros da segurança social e também do Orçamento do Estado”, avançou.

Rejeitar os benefícios às entidades empregadoras

“O que o acordo entre o Governo e as confederações patronais consagrava era beneficiar, premiar as entidades empregadoras que neste caso concreto contratassem trabalhadores com vínculos precários, que bloqueassem a contratação coletiva e que oferecessem o salário mínimo nacional”, declarou o Arménio Carlos, adiantando ainda que "o salário mínimo abrange 21% dos trabalhadores, quando há cerca de seis anos não ultrapassava os 11%".

“A queda da taxa social única corresponde a uma confrontação com a manutenção de um sistema de baixos salários e trabalho precário e de um bloqueio da contratação coletiva que estava subjacente”, considerou.

Para aquele dirigente sindical “o salário mínimo nacional não se pode transformar na referência salarial nacional”.

“Isso seria mau porque acentuaria as desigualdades e bloquearia a evolução das carreiras profissionais e os restantes salários”, realçou.

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