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Trump enfrenta “shutdown” e demissão no governo

Ao mesmo tempo que divergências sobre as intervenções militares norte-americanas causam a demissão do Secretário da Defesa, Trump insiste em incluir a construção do muro com o México na lei de financiamento. A rejeição democrata a esta medida pode levar à paralisação do governo.
Foto de Finobacci Blue/Flickr

Jim Mattis, secretário da Defesa dos EUA, figura central no governo, demitiu-se em desacordo com a retirada das tropas norte-americanas da Síria: “ não podemos proteger os nossos interesses nem cumprir o nosso papel com eficácia sem mantermos alianças fortes e sem mostrarmos respeito por esses aliados", escreveu na carta de demissão. A saída deste general na reforma está a ser interpretada como fazendo parte do choque entre as estratégias mais intervencionistas na política internacional e as do “America first” que defendem o desinventimento no palco geo-estratégico.

Trump pode ainda enfrentar em breve um shutdown parcial se não conseguir chegar a acordo com a maioria do Senado nesta sexta-feira. Este shutdown significa um bloqueio no financiamento das agências federais.

O presidente norte-americano quer forçar a inclusão de 5 biliões de dólares para a construção de um muro para separar os EUA do México na lei de financiamento público. Sem acordo com os Democratas e insistindo em não separar as votações, é esperado que o Senado rejeite esta lei dada a correlação de forças e ausência de vários senadores republicanos, conduzindo assim ao shutdown e a um impasse que deixaria o funcionamento estatal em causa. 800 mil funcionários públicos podem ser colocados em licença temporária ou ficar a trabalhar sem receber. Isto apesar de 75% do financiamento estatal estar já assegurado ao abrigo da lei orçamental aprovada em outubro. Os Departamentos federais de Segurança Interna, Justiça, Transportes, Interior e Agricultura e Estado seriam os afetados.

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