No passado sábado, EUA e China chegaram a um acordo provisório sobre as relações comerciais entre os dois países, para os próximos três meses. Durante esse período, as duas potências prosseguirão as negociações para tentarem um acordo comercial mais profundo e prolongado.
Pelo acordo alcançado, os EUA já não sobem no início do próximo ano as taxas de importação de 10% para 25% sobre 200 mil milhões de dólares de importações da China e esta aumentará as suas importações dos EUA, sem se conhecer no concreto as medidas com que o gigante asiático se comprometeu, nem em que prazos.
Na evolução desta guerra comercial, agravada desde a eleição de Trump, os Estados Unidos primeiro taxaram com 25% 50 mil milhões de dólares de produtos importados da China e com 10% 200 mil milhões de importações. Posteriormente, o presidente dos EUA ameaçou que a partir de 1 de janeiro de 2019, os 200 mil milhões de produtos importados da China passariam a ser taxados com 25%.
Durante a cimeira do G20, realizada na Argentina durante a passada semana, tiveram lugar negociações entre delegações dos EUA e da China, chefiadas pelos presidentes dos dois países, Donald Trump e Xi Jinping, respetivamente.
O adiamento por 90 dias da guerra comercial entre EUA e China, acompanhado da promessa de busca de um entendimento mais estável, tornou-se a principal notícia da cimeira do G20 e lançou na euforia as bolsas mundiais, nesta segunda-feira. Na Europa, os principais índices registavam uma subida de cerca de 2%, durante a manhã, segundo o Jornal de Negócios.
Trump anuncia que a China vai reduzir taxas sobre os automóveis dos EUA
Entretanto, o presidente norte-americano anunciou no twitter que a China “concordou em reduzir e eliminar” as tarifas sobre os carros importados dos EUA.
China has agreed to reduce and remove tariffs on cars coming into China from the U.S. Currently the tariff is 40%.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 3 de dezembro de 2018
Um passo em frente
Para a China, o acordo foi um passo em frente, segundo o Global Times. De acordo com este órgão chinês, China e EUA concordaram em discutir “mudanças na expansão do acesso ao mercado”, “proteção da propriedade intelectual, evitando transferências obrigatórias de tecnologia” e “controle conjunto de crimes cibernéticos”.
O editorial do Global Times realça também que a China está a “acelerar” medidas de “reforma e abertura” e que as negociações entre as duas potências serão intensificadas com o objetivo de “eliminação de todas as tarifas adicionais”.