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Trump critica parceiros da NATO por injustiças contra os EUA

Trump acusou 23 dos 28 países-membros da NATO de não pagarem o que devem para a aliança militar. Rand Paul, Senador do Partido Republicano dos EUA, aplaude Donald Trump.
Donald Trump com o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg
Donald Trump com o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg

No final da Cimeira da NATO, que decorreu nos últimos dois dias na Bélgica, o Presidente dos Estados Unidos da América Donald Trump manteve o seu discurso crítico da NATO, mas, diplomaticamente, não acusou a organização de ser obsoleta, acusação que lançou durante a campanha presidencial em 2016.

Na conferência de imprensa, com todos os responsáveis políticos dos países da NATO a seu lado, incluindo Angela Merkel, Emmanuel Macron e Theresa May, Trump afirmou que “os membros da NATO têm de contribuir com a sua quota parte e cumprir com as suas obrigações financeiras para a NATO.”

E destacou a injustiça dos encargos da aliança militar, onde “23 dos 28 países-membros da NATO ainda não pagam o que deviam pagar e o que é supostos estarem a pagar para a sua Defesa. Isto não é justo para os cidadãos e contribuintes dos Estados Unidos da América.”

“Nos últimos oito anos, os EUA gastaram mais em Defesa do que todos os restantes membros da NATO no seu conjunto. Temos de compensar pelos muitos anos perdidos. 2% [do PIB] é o mínimo dos mínimos para confrontar as ameaças reais”, concluiu.

Esta posição é claramente popular em alguns grupos do Partido Republicano, com o Senador Rand Paul a acompanhar Donald Trump no seu discurso, escrevendo que "aplaudo Donald Trump por chamar os líderes da NATO à sua responsabilidade. Eles precisam de pagar a sua quota parte! Nós não deveríamos subsidiar outras nações."

 

A conferência foi também uma nova fonte de vídeos virais, com Donald Trump a lutar pelo seu lugar junto das câmaras.

 

Protestos juntam mais de 70 organizações

Enquanto decorria a cimeira, mais de 70 organizações protestaram numa manifestação anti-guerra e anti-imperalismo, defendendo políticas de asilo para os refugiados e uma política ecologista. 

Os 12 mil manifestantes incluíam movimentos feministas, organizações de imigrantes sem documentos e refugiados, bem como organizações partidárias dos Verdes Belgas e outras organizações de esquerda. 

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