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Troca de prisioneiros entre Ucrânia e separatistas pró-russos

Este domingo perto de Horlivka, cidade sob controlo dos separatistas, a Ucrânia libertou 87 prisioneiros e as forças rebeldes 55. A guerra que começou há de cinco anos vitimou mais de 14 mil pessoas e o processo de paz continua periclitante.
Troca de prisioneiros entre forças ucranianas e separatistas. Dezembro de 2019.
Troca de prisioneiros entre forças ucranianas e separatistas. Dezembro de 2019. Foto de LUSA/EPA/VALERI KVIT

É a segunda grande troca de prisioneiros desde o início da guerra, há cinco anos, que já vitimou mais de 14000 pessoas. E foi concebida como um sinal para mostrar a boa fé de ambas as partes. Em dezembro de 2017, a troca de prisioneiros tinha sido de maior dimensão: foram libertados 233 separatistas em troca de 73 ucranianos.

Volvidos dois anos, nova troca de prisioneiros. A cimeira de 9 de dezembro entre os chefes de Estado russo e ucraniano, mediada pela França e Alemanha, não avançou em vários domínios como a concretização da realização de eleições locais nas regiões dominadas pelos separatistas mas dela saiu, pelo menos, este passo. Este domingo, perto de Horlivka, nas imediações da linha que divide a zona controlada pelo exército ucraniano daquela controlada pela República Popular de Donetsk, foram trocados 55 ucranianos, entre os quais muitos militares, por 87 detidos pelo lado governamental.

Na Ucrânia, esta operação não escapou à polémica.Cinco ex-membros da força de polícia especial ucraniana Berkut estavam incluídos no lote de prisioneiros a libertar. Estes estavam acusados da morte de manifestantes em 2014 em Kiev, durante a contestação que derrubou o governo democraticamente eleito de Viktor Yanukovych. 200 manifestantes fizeram questão de marcar presença à porta do centro onde estavam detidos estes polícias e as famílias das vítimas lançaram uma carta em que ameaçaram fazer “uma onda de protestos” contra o governo de Zelenskiy.

A revolta, que ficou conhecida como Euromaidan, surgiu na sequência do presidente ter escolhido fazer um acordo comercial com a Rússia em detrimento de um acordo com a União Europeia. Durante a vaga de manifestações que a decisão originou houve várias dezenas de mortes cuja responsabilidade é contestada: os pró-russos falam em snipers, as atuais autoridades culpam as forças especiais de polícia ao serviço do governo da altura.

Dois meses depois da revolta e com o presidente deposto exilado na Rússia, a guerra estalou nas zonas russofónas da Ucrânia. Na sequência dos conflitos, a Rússia anexou a península da Crimeia.

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