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Troca de emails sobre execução de refugiados em centros de acolhimento na Alemanha

As autoridades de Berlim suspenderam, este domingo, o contrato com uma empresa que dirigia nove centros para migrantes e refugiados, depois um conjunto de emails revelados pelo jornal Bild ter revelado que os dirigentes da empresa Pewobe trocavam emails sobre a execução de jovens refugiados.
Um dos responsáveis da cadeia de hostels pertence a uma partido de extrema-direita

Nos emails citados pelo jornal The Guardian, um dos gerentes da empresa parece sugerir que a doação de cinco mil euros cedida pela BMW deveria ser investida numa "pequena guilhotina para crianças".

Segundo o Bild, os funcionários da cadeia de hostels Pewobe acabaram mesmo por trocar fotografias de guilhotinas e decapitações, bem como imagens manipuladas de escorregas que terminavam em raladores de queijo.

O tratamento dos corpos foi também motivo de gozo, sendo referido um "grande crematório" capaz de gerar calor possivelmente "reciclável".

O tratamento dos corpos foi também motivo de gozo, sendo referido um grande crematório capaz de gerar calor possivelmente reciclável

O senador alemão dos Assuntos Sociais, Mario Czaja, já considerou a correspondência "indesculpável" e desta forma afirmou ser "impossível" continuar o trabalho com a Pewobe, onde estavam alojadas cerca de três mil pessoas.

Entretanto, o advogado da empresa disse que irá recorrer da decisão, e afirmou que os emails foram "descontextualizados" e que o termo kinderguillotine - guilhotina para crianças", na tradução portuguesa - resultou de um "erro de correção automática".

Por seu turno, a Pewobe considera o cancelamento do contrato uma “estratégia política”, e invocou como justificação as eleições locais de Berlim que terão lugar no próximo mês de Setembro.

Refira-se que esta não é a primeira vez que esta cadeia de hostels se vê envolvida em polémicas porquanto no passado mês de julho, foi revelado que de um dos gerente da Pewobe pertence a um partido de extrema-direita.

Por outro lado, várias organizações de voluntariado com sede em Berlim já tinham igualmente denunciado as "condições catastróficas" registadas em pelo menos um dos centros geridos por esta empresa.

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