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Tributo a José Mário Branco sai dia 24

Camané, Mão Morta, Walkabouts, Peste & Sida, Ermo, Osso Vaidoso, Batida e JP Simões entre outros artistas participam no álbum “Um disco para José Mário Branco”. 16 músicas do compositor ganham assim novas sonoridades.

FMI, a visceral interpretação de 1982 que José Mário Branco não voltou a cantar nem foi reeditada, surgirá agora pela voz do ator João Grosso.

Esta é apenas uma das 16 descobertas a fazer no álbum “Um disco para José Mário Branco” que será lançado no próximo dia 24.

Rui Portulez, o produtor executivo desta obra, explica que ela surgiu na sequência de um concerto de 2014 na Casa da Música. É do alinhamento de “De Certa Maneira” que nasce o cd que agora é editado. JP Simões, autor de uma versão de “Inquietação”, foi um dos participantes. Assim como Osso Vaidoso, Ana Deus, Alexandre Soares e Primeira Dama.

Neste disco há versões e reinvenções. Os Ermo compõem uma música nova para a letra de José Mário Branco em “Eram mais de cem”. E o rapper Ruas pega na música “ Cantiga para pedir dois tostões” para criar um original chamado “Comboios parados”.

E há várias versões já conhecidas como o “Fado Penélope” de Camané, “Loucura” dos Mão Morta, e a “Década de Salomé” dos Peste & Sida.

Os artistas nacionais não esgotam o elenco. Temos ainda o músico brasileiro Lucas Argel a cantar “Queixa das almas jovens censuradas”, a “Cantiga para pedir dois tostões” dos espanhóis Single e "Hard Winds Blowin” dos norte-americanos The Walkabouts.

E as músicas não esgotam os motivos para prestar atenção a esta obra. Os vários convidados escrevem também textos para este álbum onde partilham notas, ideias e memórias sobre o que significa a figura e José Mário Branco para eles.

Apesar de não estar a fazer concertos, uma vez que, alega, se

sente “um bocado museológico em cima do palco”, e da sua criação mais recente para a sua voz, o álbum “Resistir é Vencer”, ser de 2004, o músico continua a trabalhar compondo e trabalhando com outros artistas. No verão do ano passado, José Mário Branco lançou um álbum de inéditos gravados entre 1967 e 1999 e, antes disso, vários dos seus discos mais antigos foram reeditados.

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