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Tribunal confirma pensão milionária de Jardim Gonçalves

Ao fim de sete anos, o ex-banqueiro viu o Tribunal de Sintra dar-lhe razão. Jardim Gonçalves vai acumular a pensão de 167 mil euros com o pagamento de despesas com carro, segurança e motorista.
Jardim Gonçalves vai manter pensão milionária. Foto João Relvas/Lusa

Segundo a edição deste sábado do jornal Expresso, o Tribunal de Sintra decidiu no início de maio dar razão ao ex-banqueiro Jardim Gonçalves na disputa com a administração do BCP, que em 2009 alterou as regras das pensões pagas a ex-administradores, bem como das despesas suportadas com transportes e segurança. Vários ex-administradores contestaram na altura a decisão, mas Jardim Gonçalves foi o único a não chegar a acordo com o banco.

Para além de continuar a receber a sua pensão por inteiro, Jardim Gonçalves deverá ser reembolsado em mais de dois milhões de euros por despesas com automóvel, motorista e segurança, que o banco deixara de lhe pagar. Apenas as despesas com aviões particulares não serão reembolsadas. O BCP ainda poderá recorrer da sentença para o Tribunal da Relação.

O ex-banqueiro, hoje com 82 anos, foi condenado a dois anos com pena suspensa por crime de manipulação de mercado e a várias multas no âmbito do escândalo da utilização de offshores para comprarem ações do banco, ocultando prejuízos e aumentando a cotação das ações, inflacionando por essa via os seus prémios de desempenho na administração do banco.

Mas a multa de um milhão de euros que Jardim Gonçalves teria de pagar no âmbito do processo interposto pelo Banco de Portugal acabou por prescrever. Na altura, o Conselho Superior da Magistratura afirmou que o Banco de Portugal manteve o processo na sua posse durante cinco anos, antes de o remeter para os tribunais, o que ajudou a fazer prescrever a multa.

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