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Tribunal absolve guarda que assassinou ativista da oposição em Angola

Em Luanda, Tribunal absolve soldado acusado de assassinar Manuel Hilberto de Carvalho “Ganga” por este estar a “violar o perímetro de segurança” do Palácio Presidencial. Manifestações no exterior foram reprimidas.
Foto de Maka Angola

O Tribunal de Luanda absolveu o militar da Unidade da Guarda Presidencial que em Novembro de 2013 matou a tiro um ativista da oposição angolana. O soldado, estava acusado pelo Ministério Público de homicídio voluntário simples (punível com até 20 anos de prisão), por ter disparado dois tiros na direcção de Manuel Hilberto Ganga. Ganga era dirigente do grupo de jovens da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE).

Manuel Ganga foi surpreendido na madrugada de 23 de Novembro de 2013, segundo a versão oficial, a violar o perímetro de segurança da Presidência da República, enquanto colava cartazes. Estava acompanhado por outros sete elementos da CASA-CE.  O tribunal considerou os cartazes como "ofensivos à pessoa" do Presidente José Eduardo dos Santos.

O tribunal considerou que o soldado, agiu no cumprimento de ordens, impedindo a violação do perímetro de segurança do palácio presidencial e que Ganga, depois de interceptado, tentou fugir, quando foi atingido pelos disparos.

Pouco depois de conhecida a decisão do tribunal, iniciaram-se os protestos no exterior, com gritos como "Polícia é do povo, não é do MPLA", até que polícia carregou sobre os manifestantes.

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