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Transição energética: Marisa e Ocasio-Cortez assinam carta a Biden e von der Leyen

Um grupo de eurodeputados, entre os quais Marisa Matias e José Gusmão, e congressistas norte-americanos apelam aos líderes dos EUA e UE para acelerarem o abandono dos combustíveis fósseis e a transição energética para fontes renováveis.
Marisa Matias e Alexandria Ocasio-Cortez, Fotos: The Left e Ståle Grut/NRKbeta

Na carta dirigida a Joe Biden e Ursula von der Leyen, os 48 parlamentares europeus e norte-americanos defendem que a recém-criada task-force comum para a segurança energética tem de avançar no sentido de deixar para trás os combustíveis fósseis e "dar prioridade ao investimento em energia renovável, eficiência energética e eletrificação".

"Temos de acabar com o financiamento, exploração e licenças para novas infraestruturas de combustíveis fósseis. esse é o camnho para a verdadeira independência energética e segurança climática", afirmam os subscritores da carta, considerando que os projetos existentes ou em curso são mais do que suficientes para responder à procura de energia, caso haja o mesmo empenho em concretizar projetos de energias renováveis.

"Esta task-force deve desenvolver um plano para rapidamente afastar a União Europeia e os Estados Unidos dos combustíveis fóssies em direção à energia limpa e renovável até 2035", defendem ainda, considerando que a infraestrutura do gás natural liquefeito demorará pelo menos três anos a construir, não servindo portanto o objetivo de libertar a Europa da dependência do gás russo a curto prazo. E citam estudos que concluem que nesses três anos a UE pode substituir dois terços do gás russo que importa se apostar na eficiência energética e fontes renováveis. Mas para isso é preciso avançar depressa e com determinação, avisam.

 
Invocando as conclusões dos cientistas do IPCC, os subscritores da carta a Biden e von der Leyen alertam que mais projetos de combustíveis fósseis significam um recuo "numa altura em que devíamos estar a fazer tudo para evitar uma catástrofe climática" e porão em causa os compromissos assumidos pelos EUA e UE no Acordo de Paris, além do impacto negativo sobre muitas comunidades destas infraestruturas que "envenenam o ambiente, o ar e a água" onde vivem as populações afetadas.

Entre os eurodeputados subscritores da carta, Marisa Matias e José Gusmão são os únicos portugueses. Do outro lado do Atlântico, a carta é assinada por congressistas democratas como Alexandria Ocasio-Cortez, Jared Huffman, Pramila Jayapal e Ilhan Omar, ou senadores como Bernie Sanders, Elizabeth Warren e Jeff Merkley.

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