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Trabalhadores querem saber quanto pagou a RTP pela saída de ex-diretor

A Comissão de Trabalhadores da RTP reagiu à “carta de despedida” enviada por Luís Marinho e exige que a administração diga quais as “condições extraordinárias” oferecidas ao ex-diretor para abandonar a empresa.
Nos últimos 15 anos, Luís Marinho foi administrador e também dirigiu a informação e programação do canal público. Foto José Pinto Ribeiro/RTP/Flickr

Numa carta dirigida aos trabalhadores da empresa, o ex-administrador Luís Marinho – que também assumiu cargos de chefia na informação e programação, dirigindo até agora o gabinete de projetos especiais –, lançou críticas ao estado da empresa e à atual administração, por querer afastá-lo. “E a vontade do C.A. acabou por se concretizar, ao aceitar as “condições extraordinárias” que propus”, revela Luís Marinho na parte da carta que chamou a atenção da Comissão de Trabalhadores.

Em comunicado, a CT da RTP diz partir “do pressuposto, legítimo, de que por “condições extraordinárias” se entendem valores acima dos estabelecidos na ordem de serviço que define os tectos para saídas voluntárias (150 mil euros)”. Por isso, considera que “são devidas explicações aos trabalhadores da RTP”.

“Não existe dinheiro para trabalhadores com carreiras congeladas há mais de 10 anos, mas há verba para uma saída com “condições extraordinárias”?”, questiona a CT, pondo em causa a diferença de tratamento dado aos trabalhadores da empresa na hora da saída.

“Por que têm sistematicamente acesso a "condições extraordinárias" trabalhadores com cargos hierárquicos, regra geral com poucos anos de empresa, e quem dedicou 40 anos de trabalho ao serviço público leva para casa valores inflexíveis ou negociados sempre para baixo, saindo discretamente da RTP, a quem deu tudo, sem direito sequer a um simples aperto de mão?”, pergunta ainda a CT.

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