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Trabalhadores dos transportes em luta esta semana

Esta quarta-feira, a Caetano Bus em Gaia e Ovar paralisa. Também esta quarta e quinta há plenários na Transtejo e Soflusa. Na sexta-feira são os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa a fazer greve. E os dos Transportes Urbanos de Coimbra anunciam greve para a primeira semana de agosto.
Rodoviária de Lisboa. Foto de André Ricardo/Flickr.
Rodoviária de Lisboa. Foto de André Ricardo/Flickr.

Várias greves no setor dos transportes marcam esta semana. Os trabalhadores da Caetano Bus em Gaia e Ovar estão em greve esta quarta-feira, entre as 14 e as 17 horas, tendo marcada uma concentração à porta da sede da empresa.

Nesta empresa luta-se por aumentos salariais “dignos” de acordo com o SITE-NORTE. No passado dia 15 tinha havido plenários onde foi expresso “um grande descontentamento e revolta pelos aumentos salariais promovidos pela administração para o ano de 2022”. É uma situação que se arrasta “ao longo dos anos”, implicando um agravamento das condições de vida.

Outras situações são realçadas pelos sindicalistas. Por um lado, a discriminação nos aumentos salariais que faz com que haja “desde trabalhadores que não tiveram aumento, a outros que tiveram aumentos de quatro, cinco e sete euros. Por outro, a dificuldade em contratar tem feito com que a empresa esteja “a pagar salários de entrada, acima dos trabalhadores com 10, 15 ou 20 anos de empresa”.

Já na Transtejo e na Soflusa as paralisações ficam a dever-se a plenários dos trabalhadores que, para além de reivindicarem uma valorização salarial, também querem a contratação de mais pessoal.

Luta prossegue na Transtejo, Soflusa e Rodoviária de Lisboa

Na Transtejo, o plenário será entre as 14h30 e as 17h30 e prevê-se que afete as ligações entre o Cais do Sodré e Cacilhas, Montijo e Seixal e as da Trafaria-Porto Brandão-Belém. Na Soflusa será quinta-feira entre as 13h55 e as 15h55, interrompendo ligações entre o Barreiro e Lisboa.

Os trabalhadores vão aí decidir novas formas de luta depois de já este mês, entre os dias 11 a 13, terem feito greve. As administrações das empresas, sob orientação do Governo, propõem um aumento de apenas 0,9% que choca com o valor crescente da inflação.

Na sexta-feira, a partir das 3h00, é a vez dos trabalhadores da Rodoviária de Lisboa paralisarem. Também nesta empresa os trabalhadores já tinham feito greve este mês, no dia 1, inserindo-se num processo longo de luta que fará da greve desta semana a 14ª num ano.

João Casimiro, dirigente do SITRL, explica à Lusa que as reivindicações salariais continuam a estar no centro das preocupações. Exige-se um aumento salarial para 750 euros para “compensar a subida do salário mínimo” e um aumento do salário aos outros trabalhadores na mesma percentagem do que o dos motoristas. Para além disso, pretende-se a atualização do subsídio de refeição nos mesmos termos percentuais do aumento do salário dos motoristas, a redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas e a valorização da carreira da manutenção.

Transportes urbanos de Coimbra em greve no início de agosto

Desde já marcada mas para a primeira semana do mês de agosto está outra greve neste setor. O Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores marcou uma greve dos Transportes Urbanos de Coimbra devido ao “incumprimento” do acordado sobre horários de trabalho. Os trabalhadores vão parar durante as primeiras duas horas e as últimas duas do seu turno de trabalho.

O dirigente sindical Manuel Oliveira esclarece que a administração da empresa não conta como fazendo parte do horário de trabalho “o tempo que dista” entre o local onde o motorista começa a trabalhar e aquele onde termina que, muitas vezes, é “completamente distinto”. Trata-se de “uma questão de justiça e de direito” que “não saiu do papel” mesmo depois de um acordo entre ambas as partes.

O dirigente sindical admite desconvocar a greve no caso da situação ser resolvida entretanto. Nota que tinha havido várias tentativas de resolução do problema e que só depois da convocação da greve é que a administração da empresa marcou uma reunião para 27 de julho.

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