Trabalhadores dos supermercados em greve pelo direito ao seu 1º de Maio

01 de May 2018 - 14:46

Trabalhadores da grande distribuição em greve neste 1º de Maio para reivindicar aumentos salarias e condições de trabalho dignas. Sindicato tem emitido pré-aviso de greve para permitir aos trabalhadores do setor a comemoração do Dia do Trabalhador.

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Protesto cointra o impedimento de os trabalhadores se manifestarem no 1º de Maio - Foto José Coelho/Lusa (arquivo)

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que convoca a greve, afirmou à agência Lusa que tem a expetativa de que "milhares de trabalhadores do setor da grande distribuição adiram à greve e participem nas manifestações e concentrações que a CGTP promove por todo o país para assinalar o Dia do Trabalhador".

“Espero que os trabalhadores da grande distribuição aproveitem o pré-aviso de greve que emitimos sempre nesta data e marquem presença, manifestando na rua os motivos do seu protesto”, afirmou Isabel Camarinha.

Nos últimos anos, o CESP tem emitido sempre um pré-aviso de greve para 1 de maio, para permitir aos trabalhadores do setor a comemoração do Dia do Trabalhador, data para a qual reivindicam o direito ao gozo deste feriado celebrado internacionalmente.

Este ano, a paralisação desta terça-feira culmina uma série de ações de luta no setor da distribuição, que incluiu greve, concentrações e plenários dos trabalhadores do grupo Sonae, do Pingo Doce, Auchan, Aldi, Lidl, Minipreço e Fnac.

Na base do conflito está a falta de resposta das empresas de distribuição ao caderno reivindicativo apresentado pelos representantes dos trabalhadores, que prevê, nomeadamente, aumentos salariais para todos os funcionários e o fim da desregulação dos horários de trabalho.

De acordo com Isabel Camarinha, os trabalhadores do setor da distribuição pretendem a revisão do contrato coletivo de trabalho, sem redução do valor pago pelo trabalho suplementar, trabalho em dia feriado e sem banco de horas, bem como o aumento dos salários de todos os trabalhadores.

Os trabalhadores reivindicam ainda a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja, com a respetiva equiparação salarial.