O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) convocou uma greve geral nos CTT para o próximo dia 5 de julho.
Aos trabalhadores não faltam razões de queixa relacionadas com os efeitos nefastos da privatização da empresa: a queda da qualidade do serviço prestado às populações, com o encerramento de estações e a destruição de postos de trabalho, foi acompanhada no quotidiano laboral por pressões e ameaças sobre os funcionários. “Os acionistas e a Comissão Executiva estão apenas empenhados em desenvolver o negócio bancário e financeiro em detrimento do serviço postal, estando deste modo a pôr em risco muitos postos de trabalho e o serviço público a prestar”, afirma o sindicato afeto à CGTP.
A renacionalização da empresa continua a ser uma das principais reivindicações dos trabalhadores, a par da recuperação dos três anos de tempo de serviço, congelados entre 2011 e 2013 para efeito de progressões na carreira, reposicionamento salarial e diuturnidades.
O aumento salarial é outra das exigências desta greve, numa empresa que viu nos últimos sete anos os salários perderem “em média 7.60%” face à taxa de inflação verificada. “Por outro lado o stress, as pressões e as ameaças sobre os trabalhadores estão a aumentar, o que faz com que cada vez mais hajam situações de doença, nomeadamente do foro psicológico”, aponta o comunicado do SNTCT.