“O impacto desta greve deixou o edifício da Afonso Costa [call-center do Areeiro, em Lisboa] sem trabalhadores, é uma das maiores greves” realizadas até agora, afirmou ao esquerda.net Paulo Gonçalves, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações.
Os trabalhadores exigem a sua integração nos quadros da Meo. “Estamos a falar de trabalhadores que trabalham há 10, 15, 20 anos em empresas de trabalho temporário: são trabalhadores especializados e a Meo não os contrata para os seus quadros”, resumiu o sindicalista. Entre essas empresas estão a Adecco, Kelly Service, Manpower, Vertente Humana, Randstad, Grupo Egor e Talenter
A deputada do Bloco de Esquerda Isabel Pires juntou-se ao protesto junto ao Fórum Picoas para levar a solidariedade do partido a esta luta. “A PT e a Meo têm sido uma das empresas mais desrespeitadoras dos direitos dos trabalhadores, em particular desde a venda à Altice”, afirmou a deputada.
“Temos um problema grave no setor dos call-centers em Portugal. A PT/Meo é provavelmente um dos maiores e os seus trabalhadores são todos precários, com contratos sem direitos laborais e à base do salário mínimo”, criticou Isabel Pires, prometendo que o Bloco continuará a fazer da luta contra a precariedade uma das suas principais bandeiras.