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Trabalhadores do setor privado rodoviário de passageiros convocam greve para 1 de outubro

Após um dia de greve “bem sucedido” a 20 de setembro, com adesão de 75% em todo o país, a FECTRANS anunciou nova greve para dia 1 de outubro uma vez que a associação patronal recusa negociar aumentos salariais.
A associação patronal recusa qualquer subida salarial acima “da inflação esperada”. Imagem via facebook da FECTRANS.
A associação patronal recusa qualquer subida salarial acima “da inflação esperada”. Imagem via facebook da FECTRANS.

Em causa está a luta pelo aumento dos salários. Os trabalhadores exigem o aumento do salário base do motorista para €750, bem como uma atualização salarial dos restantes trabalhadores “na mesma percentagem”. Pretendem também uma atualização do subsídio de refeição “nos mesmos termos percentuais do aumento do salário do motorista”, e ainda que “se proceda à redução do intervalo de descanso para o máximo de 2 horas”.

Em comunicado, a estrutura sindical considera que a greve de 20 de setembro “foi uma demonstração de força e unidade, dos que são explorados por quem tem como objetivo central acumular lucros à custa da força do trabalho”, num setor “que assenta na prática de baixos salários”.

A FECTRANS acusa ainda a associação patronal do setor de mostrar à comunicação social uma disponibilidade negocial “que não quis até agora ter - de reunir com as organizações que entregam o pré-aviso de greve”.

Segundo o sindicato, a associação patronal recusa qualquer subida salarial acima “da inflação esperada”, o que significaria um aumento de 0,8%, aumento de €5,6 para quem aufere €700. Ou seja, explicam, “é uma proposta para os trabalhadores ficarem rapidamente com o salário mínimo nacional”.

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