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Trabalhadores do Santander realizaram uma vigília contra os despedimentos

Nesta sexta-feira, trabalhadores e trabalhadoras do Santander Totta concentraram-se em frente ao Palácio de Belém para protestarem contra o despedimento coletivo de cerca de 50 pessoas. A ação foi convocada pelo movimento de ação anti-despedimento.
Vigília de trabalhadores do banco Santander contra o despedimento coletivo, convocada pelo MAAD, 14 de janeiro de 2022 – Foto de Manuel de Almeida/Lusa
Vigília de trabalhadores do banco Santander contra o despedimento coletivo, convocada pelo MAAD, 14 de janeiro de 2022 – Foto de Manuel de Almeida/Lusa

O Movimento de Ação Anti-Despedimento (MAAD), que convocou a vigília para as 16h30 e se prolonga até às 12h deste sábado, convocou a vigília para chamar a atenção do poder político ppara o despedimento coletivo no banco Santander.

Pedro Encarnação do MAAD disse à Lusa “estamos aqui por causa de um despedimento coletivo que é injusto para todos nós” e sublinhou os quatro mil milhões de euros que o Banco Santander Totta gerou nos últimos 10 anos.

João Pascoal, que integrou uma delegação do MAAD que foi recebida por assesssores do Presidente da República nesta sexta-feira, disse à Lusa: “Queremos uma intervenção do poder político para que bancos dessa dimensão tenham de reverter esta situação”.

João Pascoal acrescentou que, segundo informações recolhidas pelo MAAD, a maioria dos trabalhadores despedidos pretende impugnar o despedimento coletivo.

A Lusa refere que numa audição na Assembleia da República em julho passado, a Comissão Nacional de Trabalhadores do Santander Totta revelou que entre o final de 2020 e julho de 2021, saíram do banco 493 trabalhadores a que se somam 220 que, nessa altura, já tinham assinado as respetivas rescisões. A estes trabalhadores despedidos acrescem 685 trabalhadores abrangidos pelo novo plano de redução de efetivos, entre os quais um universo de cerca de 140 foi identificado como sendo objeto de despedimento coletivo. Nas últimas semanas, cerca de 90 trabalhadores e trabalhadoras saíram do despedimento coletivo porque decidiram aceitar sair através de uma rescisão por mútuo acordo ou através de suspensão de contrato para posterior passagem à pre-reforma.

No manifesto distribuído pelo MAAD, além da questão dos despedimentos, o movimento refere uma recente utilização da base militar de Beja pelo Santander Totta para a realização de uma reunião interna de quadros, criticando o facto de o banco ser beneficiado pelo Estado apesar do despedimento coletivo.

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