Em 21 de novembro de 2016, os dois representantes sindicais dos trabalhadores do Hotel Crowne Plaza Vilamoura foram despedidos. Os trabalhadores colocaram uma ação no Tribunal da Relação de Évora que considerou o despedimento de Lucília Pereira, de Joaquim Costa e Mário Guerreiro ilegal, obrigando a empresa a reintegrá-los e a pagar os salários que lhes eram devidos desde a altura do despedimento.
A empresa não ficou satisfeita com a decisão e recorreu. Agora, o Supremo Tribunal de Justiça confirmou a ilegalidade do despedimento.
Em comunicado, o Sindicato da Hotelaria do Algarve congratulou-se por esta decisão. Considera-a uma “grande vitória do sindicato e dos trabalhadores envolvidos neste processo” porque “este despedimento não tinha qualquer sustentação legal”. Para o sindicato o processo de despedimento “só serviu para tentar calar a luta dos trabalhadores daquele hotel por melhores salários e melhores condições de trabalho e de vida”.
Os trabalhadores hoteleiros dizem que não é caso único. O sindicato fala numa “ofensiva antidemocrática de alguns patrões do sector que tentam usar as forças de segurança e os tribunais para tentarem demover os trabalhadores de lutarem por melhores salários, melhores condições de trabalho, pela defesa dos direitos e pelo direito a uma vida digna”.