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Trabalhadores das rodoviárias em greve marcam concentrações para dezembro

A forte adesão à greve desta sexta-feira e a recusa dos patrões em discutir aumentos salariais motivou os trabalhadores a marcar novas concentrações em dezembro para Lisboa e Coimbra.
Os trabalhadores exigem o aumento do salário base do motorista para 750 euros e uma atualização, na mesma percentagem, para os demais trabalhadores. Os patrões propõem um aumento de 10 euros.
Os trabalhadores exigem o aumento do salário base do motorista para 750 euros e uma atualização, na mesma percentagem, para os demais trabalhadores. Os patrões propõem um aumento de 10 euros. Foto esquerda.net.

A paralisação desta sexta-feira foi o palco para a realização de vários plenários de trabalhadores das rodoviárias privadas em vários pontos do país. Na moção aprovada em Lisboa e Coimbra, os trabalhadores reivindicam a retoma das negociações com novas propostas de aumentos salariais e melhoria das condições de trabalho.

Os trabalhadores marcaram também duas concentrações para dezembro, em Lisboa e Coimbra, com vista a manter a pressão sobre as administrações das empresas, nomeadamente Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro.

Segundo as informações da Federação dos Sindicatos do Transportes e Comunicações (Fectrans), a greve teve adesão em particular no centro do país e zona de Lisboa. Na manifestação podiam ler-se palavras de ordem nos cartazes como “salários mais justos, não à precariedade”. Anabela Carvalheira confirmou que a adesão à paralisação rondou os 70%.

A Associação Nacional de Transportes de Passageiros, que representa os patrões, “propôs, antes de interromper as negociações, aumentos salariais de 10 euros, o que fica muito aquém das necessidades dos trabalhadores, que ganham salários muito baixos, que têm vindo a ser equiparados ao salário mínimo nacional”, disse ainda a dirigente sindical.

Os trabalhadores exigem o aumento do salário base do motorista para 750 euros e uma atualização, na mesma percentagem, para os demais trabalhadores.

O deputado bloquista Jorge Costa, que esteve com os trabalhadores na concentração de Lisboa esta sexta-feira, relembrou no twitter que os trabalhadores “têm o salário mínimo como base e são obrigados a longas horas extraordinárias para responder à população”, escreve. “Humberto Pedrosa, do grupo Barraqueiro, é o rentista que faz desta vergonha o seu sucesso”.

 

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