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Trabalhadores da Valorsul e Amarsul em luta pelos seus direitos

Trabalhadores exigem à Mota-Engil aumentos salariais, fim da precariedade e respeito pela contratação coletiva. Deputada Isabel Pires frisou que “este exemplo demonstra o que muito está por fazer na área laboral a nível do Código do Trabalho”.

Em comunicado, os trabalhadores da Valorsul e da Amarsul assinalam que “nos últimos sete anos sofreram um ataque brutal aos seus rendimentos, pela consequência dos cortes de salários, do aumento do custo de vida e do aumento da carga fiscal”.

“Passados quase dois anos desde a privatização, o novo acionista maioritário SUMA/Mota-Engil continua sem atualizar os salários nas empresas e sem respeitar muitos dos direitos consagrados nos AE em vigor”, referem.

Os trabalhadores acrescentam ainda que “as grandes medidas que o novo acionista tomou foram a distribuição dos resultados acumulados pelos outros acionistas, resultados conseguidos através dos cortes nos salários, do empenho e dedicação dos trabalhadores, que, como recompensa, não foram contemplados nesta divisão”.

No documento é ainda denunciado o bloqueio à contratação coletiva, através da negação do direito à negociação.

Os trabalhadores exigem, neste contexto, o aumento dos seus salários, o fim dos vínculos precários, o respeito pela contratação coletiva e o respeito pelas normas de segurança e saúde no trabalho.

A concentração dos trabalhadores da Valorsul e da Amarsul contou com a presença do secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, bem como da deputada bloquista Isabel Pires.

Bloco saúda a luta dos trabalhadores da ValorSul e da AmarSul

Em declarações aos Esquerda.net, Isabel Pires sublinhou que “o Bloco de Esquerda saúda a luta dos trabalhadores da ValorSul e da AmarSul”.

“Ao longo do último ano as lutas destes trabalhadores, através de greves ou concentrações tem vindo a ser regular porque os problemas se mantêm: os salários estão congelados desde 2009, a privatização da EGF veio retirar direitos aos trabalhadores, os acordos de empresa não estão a ser cumpridos e as negociações existentes estão a ser marcadas por pressões sobre os trabalhadores, que ficam sem hipótese de alternativa”, destacou a deputada.

A dirigente bloquista sublinhou ainda que “este exemplo demonstra o que muito está por fazer na área laboral a nível do Código do Trabalho, do impulso à negociação coletiva e à necessidade de continuar a política de recuperação de rendimentos”.

“Da nossa, parte, mantemos o compromisso dessas lutas e, acima de tudo, apoiando a luta dos trabalhadores, que será fator de pressão essencial para alterações legislativas necessárias”, rematou.

Federação sindical FIEQUIMETAL dá início a quinzena de "Ação e Luta”

Entre 23 de Fevereiro e 10 de Março de 2017, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (FIEQUIMETAL) e os sindicatos nela filiados promovem uma quinzena de luta.

O conjunto de ações agendadas têm por objetivo “exigir respostas do patronato e do Governo a problemas que são comuns aos trabalhadores das indústrias metalúrgicas, químicas, elétricas, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas, destacando-se o aumento geral dos salários, a defesa dos direitos, a melhoria das condições de trabalho, a redução do horário de trabalho para as 35 horas de trabalho semanal e o fim dos vínculos precários”.

Segundo a FIEQUIMETAL, o setor cujos trabalhadores representa tem aumentado nos últimos anos os resultados líquidos, as ex­portações, a produtividade, designadamente nas empresas do sector Energético (EDP, REN e GALP), na fabricação de Material Eléctrico e Electrónico, na Metalurgia, no Automóvel, nos Resíduos e Águas, na Química, na Farmacêutica, no Papel e Gráfica.

"Situação que contrasta com a perda de poder de compra dos trabalhadores; isto é, mais acumulação de riqueza para o capital e menos salário para os trabalhadores", assinala uma resolução da federação que salienta a crescente degradação das condições de trabalho no setor.

Até ao momento, estão já agendadas as seguintes iniciativas:

23 Fev 10h00 - Trabalhadores da Valorsul e da Amarsul deslocam-se à sede da Mota-Engil, para um plenário geral conjunto. Às 9h30 reúnem-se junto ao Dolce Vita Central Park, na rotunda da Av. 25 de Abril, em Linda-a-Velha, de onde seguem em desfile até à Mota-Engil. Participa também o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos

24 Fev - Greve de 24 horas dos trabalhadores da ThyssenKrupp Elevadores. Em Lisboa e no Porto realizam-se concentrações (ver nota de imprensa e comunicado aos trabalhadores)

24 Fev - Greve de 24 horas dos trabalhadores da Tesco,  com concentracao às 8 e às 15 horas, no exterior das instalações (Ribeirão, Vila Nova de Famalicão)

27 Fev - Greves na Bosch Car Multimédia e na Delphi, ambas em Braga

27 Fev - Entram em greve, até dia 4 de Março, os trabalhadores da Beralt Tin and Wolfram (Portugal), do Grupo Almonty, nas minas da Panasqueira

28 Fev - Greve de 24 horas dos trabalhadores do Call Center da EDP em Lisboa (contratados através da Randstad), para garantir o direito à terça-feira de Carnaval

1, 2 e 3 Mar - Greve na Multiauto (Setúbal, Beja, Évora e Sines) e concentração, em Setúbal, na primeira hora de greve (das 9 às 10 horas)

2 Mar 15h00 - Concentração junto da sede da EDP (Av. 24 de Julho, Lisboa), acompanhando a apresentação dos resultados do grupo

3 Mar - Greve de 24 horas dos trabalhadores da Tesco,  com concentracao às 8 e às 15 horas, no exterior das instalações (Ribeirão, Vila Nova de Famalicão)

3 Mar - Concentração dos trabalhadores do consórcio da manutenção da refinaria de Sines
 
7 Mar, de tarde – Concentração de trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda

10 Mar - Greve de 24 horas dos trabalhadores da ThyssenKrupp Elevadores. Concentração junto da sede, em Massamá (ver nota de imprensa e comunicado aos trabalhadores).

Quinzena de Acção e Luta da FIEQUIMETAL

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