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Trabalhadores da Valorsul agendam várias ações de protesto contra privatização da empresa

Os trabalhadores da Valorsul, uma das empresas da ‘sub-holding’ do grupo Águas de Portugal para o setor dos resíduos - a Empresa Geral do Fomento (EGF) - promovem plenários, vigílias e paralisações na semana de 17 a 21 de março. Segundo o Bloco, a privatização da EGF faz parte da estratégia de “liquidação total” do país.

Segundo afirmou Mário Matos, da comissão sindical dos trabalhadores da Valorsul, em declarações à agência Lusa, os trabalhadores decidiram esta quinta feira, em plenário, realizar várias ações de protesto, na semana de 17 a 21 de março, contra a privatização dos capitais da Empresa Geral do Fomento (EGF).

“Para já, aquilo que está definido para todas as empresas pertencentes à EGF é uma semana de luta entre 17 e 21 de março, que prevê várias ações como plenários, vigílias e paralisações”, avançou o sindicalista.

Mário Matos frisou que a privatização da EGF prejudicará não só os trabalhadores como a população em geral. “Por um lado, os trabalhadores veem os seus direitos serem cortados e, por outro, os munícipes vão ver a qualidade do serviço que é prestado a diminuir. Todos ficam a perder”, defendeu.

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, que esteve presente no plenário, referiu que “estamos a falar da privatização de um serviço público que é fundamental para a população”.

“Aquilo a que vamos assistir é a piores serviços e mais caros. As privatizações já demonstraram que o Estado fica sempre refém”, criticou.

Municípios contra a privatização da EGF

No dia 7 de fevereiro, os 19 municípios acionistas da empresa de resíduos manifestaram a sua oposição à privatização dos capitais da EGF e anunciaram que vão pedir ao Presidente da República que “trave” o processo.

As câmaras em causa são as de Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Cadaval, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Odivelas, Peniche, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Privatização da EGF faz parte da estratégia de “liquidação total” do país

"O Governo pôs uma tabuleta à porta do país e essa tabuleta diz ‘liquidação total'. Tem sido essa estratégia do Governo e este é mais um passo nesta estratégia", afirmou a deputada do Bloco de Esquerda após o anúncio, por parte do governo PSD/CDS-PP, da venda de 100% da participação do Estado na EGF.

Segundo a dirigente bloquista, a EGF é uma "empresa crucial" para a "qualidade de vida dos portugueses" e a sua privatização representa uma ameaça de transferir para privados o grupo Águas de Portugal.

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