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Trabalhadores da Unicer rejeitam aumento salarial irrisório

Os trabalhadores da Unicer decidiram esta quarta-feira, em plenário, solicitar uma nova reunião à administração da empresa porque consideram “insatisfatória” a última proposta de aumento salarial de 1,2 por cento depois de nos últimos dois anos os accionistas terem recebido 60 milhões de euros de lucros.

O dirigente da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht), Francisco Figueiredo disse que ficou foi demonstrado no plenário o “descontentamento dos trabalhadores em relação à proposta da empresa”.

“Por isso, os sindicatos decidiram solicitar uma nova reunião para ver se conseguimos demover a empresa da sua proposta que nos disseram ser final”, sublinhou o sindicalista.

Francisco Figueiredo disse ainda que não foi marcada qualquer forma de luta, uma situação que não foi colocada no decurso do plenário.

Milhões para os acionistas

Segundo o dirigente da federação sindical, a proposta da Unicer, foi de um aumento salarial, para 2017, de 1,2% ou um mínimo de 15 euros, o que fica abaixo daquilo que é pretendido pelos sindicatos, de 1,8% ou um mínimo de 30 euros, enquanto em outubro seria feito um pagamento de 210 euros como forma de “compensar a falta de aumento salarial” já este ano.

Recorde-se que na semana passada, os trabalhadores da Unicer haviam decidido, em plenário, dar à empresa 48 horas para se sentar à mesa das negociações e discutir o caderno reivindivicativo dos aumentos salariais para este ano, o que acabou por acontecer logo no dia seguinte.

O dirigente da União dos Sindicatos do Porto (USP), Tiago Oliveira, lembrou que há várias questões em cima da mesa, mas que “o que os trabalhadores exigem são aumentos salariais”, tendo adiantado que “uma empresa que em 2014 e 2015 distribuiu pelos seus acionistas 60 milhões de euros de lucros tem a obrigação de dar aumentos salariais aos trabalhadores”.

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