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Trabalhadores da Soares da Costa apelam a intervenção do Governo

Várias centenas de trabalhadores da empresa de construção civil concentraram-se esta tarde em Lisboa para reivindicar o pagamento de salários em atraso, que afeta mil trabalhadores em Portugal, Angola e Moçambique, e a defesa dos postos de trabalho.
Foto de José Coelho/Lusa (arquivo)

Os trabalhadores queixam-se do atraso no pagamento de salários, que chega a atingir os oito meses, e afeta cerca de 550 pessoas em Portugal, 300 em Angola, e 150 em Moçambique.

Em dezembro de 2015, a Soares da Costa anunciou um despedimento coletivo de 500 trabalhadores, entre os quais os cerca de 300 funcionários que se encontram em regime de inatividade, contudo, esta decisão nunca se concretizou, e os trabalhadores nem recebem salário nem têm como aceder ao subsídio de desemprego.

Durante a iniciativa foram entoadas palavras de ordem como "Assim não pode ser, trabalhar sem receber", "A luta continua, na empresa e na rua" e "Está na hora, está na hora, dos salários cá para fora".

Trabalhadores pedem intervenção do Governo

"Dissemos da nossa indignação e apelámos ao Governo para que intervenha junto da empresa. Há aqui boas intenções de contacto com outros ministérios que também estão envolvidos neste problema, ficou aqui a premissa que vão entrar em contacto junto dos seus colegas ainda hoje para apurar a questão", afirmou José Martins, representante da Comissão de Trabalhadores, após um encontro, no Ministério da Economia, com um elemento do gabinete do ministro Caldeira Cabral, a quem solicitaram ajuda para "resolver o problema da empresa no seu todo".

"O que dizem é que estão preocupados com tudo o que tem a ver com a destruição de emprego. Aqui, o que está em causa é a destruição de emprego. Nesse sentido, vão apurar junto da administração e dar-nos-ão conta do que está a ser feito", acrescentou.

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