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Trabalhadores da Saint-Gobain pedem intervenção do Governo

Um grupo de representantes dos trabalhadores da Saint-Gobain solicitou ao Governo que trave o despedimento coletivo de 130 pessoas. “Tentámos que o Governo tomasse medidas antes de a empresa formalizar o despedimento coletivo, mas não nos parece que isso vá acontecer”, afirmaram no final da reunião.
Saint-Gobain vai despedir 130 trabalhadores. Fotografia: Miguel Lopes/Lusa

Situada em Santa Iria da Azóia, em Loures, a Saint-Gobain transforma vidro para a indústria automóvel. Em agosto, a empresa anunciou o despedimento coletivo de 130 pessoas. Desde então, os trabalhadores têm desenvolvido diversas diligências para alertarem para a sua situação. 

No sábado, cerca de uma centena de trabalhadores fizeram uma marcha até à residência oficial do Primeiro-Ministro. Na segunda-feira reuniram com os secretários de Estado do Emprego e Adjunto do ministro da Economia para debater esta situação, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.  

No final da reunião, em declarações à imprensa, Fátima Messias, coordenadora da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM) referiu que os governantes “compreenderam os motivos dos trabalhadores, mas isso não basta, precisamos de soluções. O Governo ficou de ver alternativas de emprego credíveis e viáveis para estes trabalhadores, mas não assumiu nenhum compromisso”.

“Tentámos que o Governo tomasse medidas antes de a empresa formalizar o despedimento coletivo, mas não nos parece que isso vá acontecer”, disse a dirigente sindical.

Enquanto decorreu a reunião, os trabalhadores da Saint-Gobain estiveram concentrados junto ao edifício. De tarde, reuniram-se em plenário, nas instalações da fábrica, para analisar o resultado das diligências feitas e definir a posição para a reunião com a empresa que tem lugar hoje. 

Na última reunião para debater o despedimento coletivo na Saint-Gobain, decorrida no dia 24 de setembro, a empresa apresentou propostas de recolocação para cerca de uma centena de trabalhadores e aumentou o valor das suas indemnizações, mas reiterou a irreversibilidade da decisão de encerramento da atividade produtiva em Santa Iria da Azóia.

“Temos vindo a pedir a intervenção do Governo junto desta multinacional, para que impeça o encerramento da fábrica e defenda os interesses do país e o aparelho produtivo nacional, dado que é a única fábrica do país que produz vidro para automóveis”, referiu Fátima Messias.

Em Portugal, o Grupo Saint-Gobain emprega cerca de 800 pessoas distribuídas por 11 empresas e oito fábricas e totaliza um volume de faturação correspondente a 180 milhões de euros.

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