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Trabalhadores da Ryanair chegam a acordo em Itália

Após oito meses de negociação, os trabalhadores aprovaram um acordo coletivo de trabalho. Itália representa 20% do total da frota da companhia aérea.
Trabalhadores da Ryanair chegam a acordo em Itália
A companhia aérea de baixo custo tem sido notícia pelo desrespeito pelas leis laborais dos países onde opera. Foto de Marc Smith/Flickr.

Segundo o comunicado pela ANPAC, a associação italiana de pilotos de aviação, os pilotos da Ryanair com base em Itália aprovaram um acordo coletivo de trabalho negociado com a empresa. Os trabalhadores italianos representam 20% do total da frota e pilotos da companhia aérea irlandesa.

O acordo foi conseguido após oito meses de negociações e é o primeiro acordo deste tipo na Europa aprovado entre a Ryanair e os seus trabalhadores, noticiou hoje a agência Lusa.

Em comunicado, a ANPAC expressa a sua satisfação "pelo resultado obtido que dá maior proteção e garantias". Os trabalhadores consideram que a Ryanair "finalmente reconhece aos seus trabalhadores o que se prevê na lei italiana". De acordo com a associação, os pilotos podem ter, como os restantes funcionários italianos de algumas categorias o chamado TFR, com a criação de um fundo de Segurança Social complementar, como também um seguro privado médico e direitos a licenças de maternidade e paternidade".

Por sua vez, a Ryanair afirma em comunicado esperar chegar também a acordo com os pilotos do Reino Unido, Alemanha e Espanha. “Convidámos os sindicatos (…) para reuniões nos próximos dias para que possamos negociar e poder chegar a acordos semelhantes para CCT [Contrato Coletivo de Trabalho]”.

A ANPAC adianta que a aplicação deste acordo coletivo carece da implementação de algumas modificações no plano fiscal para "acabar com as retenções fiscais que a Ryanair" impôs aos seus funcionários em Itália. Os pilotos da companhia aérea em Itália tinham sido protagonistas de várias ações nos últimos anos e aderiram à greve de 25 de julho que provocou o cancelamento de centenas de voos em todo o país.

Nos últimos meses, a companhia aérea de baixo custo tem sido notícia pelo desrespeito pelas leis laborais dos países onde opera. Entre outras coisas, a Ryanair impede os trabalhadores de fazerem greve, num claro desrespeito pelas leis laborais que considera não se aplicarem à empresa.

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